
Encontro de “Bloggers” do Ensino Superior
Braga, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, EEG
10 de Março de 2008
Programa:
10,00/10,59 - Recepção dos congressistas (Sala 2.28, EEG)
11,00/11,01 - Sessão de abertura
11,02/12,30 - Seminário: tópico 1 - A (in)eficácia dos blogues; tópico 2 – Ainda há alguma IES com fundações que resistam?
12,31/14,15 - Almoço no Restaurante dos SASUM, Gualtar
14,30/17,00 - Tertúlia (aberta à comunidade académica): i) Ponto prévio - anúncio surpresa; ii) Notícia das reformas em curso nas diferentes IES representadas – estratégias; desvarios organizacionais (Anf. 1.01, EEG)*
17,01/18,59 - Seminário: tópico 3 - Das (falsas) autonomias; tópico 4 – Bolonha? Tópico 5 – Empregabilidade, desempregabilidade e respectiva divulgação pública (Sala 2.28, EEG)
19,00 – Sessão de encerramento
Organização
Regina Nabais (Polikê ?);
Virgílio Machado (Por Educar); e
J. Cadima Ribeiro (Universidade Alternativa)
3 de março de 2008
ENCONTRO DE BLOGGERS DO ENSINO SUPERIOR: BRAGA 2008
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) segunda-feira, março 03, 2008 0 comentários
Etiquetas: ensino superior
25 de setembro de 2007
PARA REFLECTIR EM INICIO DE ANO...
A Estupidez da Praxe
José Pacheco Pereira (Professor do ISCTE)
Público, 9 de Janeiro de 2003
Rito de passagem? Mas que passagem? A única coisa que os estudantes transportam do liceu para a universidade é a sua carga de ignorância. A cultura juvenil revê-se num mundo de grosseria e ignorância.
Se existisse uma colecção de retratos do nosso atraso, a cena da praxe ocorrida em Macedo de Cavaleiros era um deles. Saliente-se, aliás, que é apenas uma cena entre muitas que se repetem por todo o país de Braga a Faro e que esporadicamente são noticiadas, quando há uns estudantes corajosos que as denunciam, ou quando o abuso é intolerável e provoca danos. Ninguém, muito menos o ministério, nem os responsáveis pelas escolas, pode alegar desconhecimento.Parece que entre as cenas habituais das praxes aos caloiros, a julgar pela de Macedo de Cavaleiros, existe a prática de pôr os rapazes e as raparigas a quatro, feitos asno, cabra ou carneiro, mais ou menos vestidos, mas, pelo menos neste caso, com a roupa interior por fora, a ter que dizer umas obscenidades e a responder a umas perguntinhas perversas.
Conhecem-se mil e uma variantes, todas boçais, destas práticas.
Desta vez, mais uma vez, a brincadeira correu torta, porque a rapariga seviciada resolveu e bem queixar-se. O mais espantoso foi ver alguns estudantes, dirigentes académicos locais, a justificar o que se tinha passado - provavelmente já tinham estado numa idêntica postura a quatro a fazer de carneiros a balir e gostaram da experiência - e a dividir o mundo entre os a favor da praxe e "antipraxe". Sugeriam que alguém poderia evitar as cenas de humilhação sado-eróticas, com que se entretêm, proclamando-se "antipraxe", o que teria a penalização de serem excluídos das "actividades académicas".
Gostaria de saber se dinheiros das instituições universitárias, que vem dos nossos impostos, podem ser canalizados para grupos de estudantes que excluem das actividades financiadas que patrocinam os que se recusam a fazer tristes figuras de asno.
Rito de passagem? Mas que passagem? Cada vez mais a única coisa que os estudantes transportam do liceu para a universidade é a sua carga de ignorância. A cultura juvenil revê-se no Quim Barreiros, nas peripécias futebolísticas e no Big Brother, num mundo de grosseria e ignorância em que ler alguma coisa mais do que os jornais desportivos ou a "Caras" é excepcionalíssimo.
Aliás, a praxe e as claques futebolísticas partilham muita coisa em comum - a violência latente, o culto pela obscenidade, a demarcação clubística entre "nós" e "eles".
Tenho para mim que um dos sinais de degradação do ensino universitário nos últimos anos foi a progressiva introdução da praxe. Subitamente, após uma sadia desaparição da praxe nos anos 70, começou-se de novo a ver rapazes e raparigas vestidos de uma imitação de padres de gravata, o chamado "traje académico". Em muitos sítios onde este nunca fora "tradição", inventaram-se novos "trajes", todos eles ridículos e um pouco à moda dos bobos da corte das imagens medievais. Só lhes faltava pôr uns sininhos para parecerem o "coringa" dos baralhos de cartas.
A praxe acompanhou a progressiva perda de qualidade do ensino básico e secundário, a crescente diminuição da importância da leitura e da oralidade consistente no ensino, a substituição de critérios de exigência e qualidade pelo mito do ensino "sedutor", em que as crianças "bons selvagens" se tornavam "bons" e menos "selvagens", por uma escola amável e onde não era preciso o esforço. A praxe mostra que um dos resultados finais da ideia da escola "soft", das pedagogias não directivas, foi mais o despertar do "selvagem" do que do "bom", para desgosto de Rosseau.
A praxe estudantil foi sempre uma marca da mais provinciana universidade portuguesa - Coimbra -e dificilmente se implantou nas universidades de Lisboa e Porto, onde a população estudantil vivia em verdadeiras cidades, com vida própria fora do fechado mundo estudantil. Em Coimbra, uma cidade em grande parte dependente dos estudantes, dominada pela universidade, povoada por uma multidão de gente vinda do interior que aí habitava, vivendo em quartos e casas alugadas, o mundo do Palito Métrico floresceu. Os estudantes praxistas eram activos participantes da boémia da cidade e cultivavam uma cultura de estúrdia e do vinho, sob a suprema autoridade do estudante mais cábula, o "dux veteranorum", que obtinha o lugar na exacta proporção ao número de chumbos que tinha nos exames e aos anos que demorava a acabar o curso.
A crise de 1969 provocou uma rara união entre os praxistas e os estudantes mais politizados, com o "dux" a apoiar a greve e com a suspensão da praxe pelo "luto académico". Este acto acabou por muitos anos com a praxe em Coimbra e varreu-a das universidades onde era claramente uma importação e uma imitação - Lisboa e Porto.
No Porto, tenho no meu currículo de dirigente estudantil ter ajudado activamente a acabar com a ridícula parafernália dos "grelados" e "fitados", com as cartolas e penduricalhos que passeavam pela cidade durante a Queima das Fitas. Fui igualmente o autor anónimo, por razões óbvias, de um escrito com umas teses contra a Queima que circulou abundantemente nas três cidades universitárias.Nele, contrariamente ao que faziam os estudantes do PCP - que aceitavam a praxe, apenas achavam que ela devia ser suspensa por razões de "luto académico" -, combatia a praxe pela mundividência cultural que lhe estava associada, pelo seu conteúdo machista e marialva, pelo seu reaccionarismo estético, pela sua infantilização dos estudantes como seres irresponsáveis, que só serviam para brincadeiras de mau gosto.
A Queima era então no Porto uma sucessão de "saraus", entremeados de "rallies", touradas, bênçãos, bailes, culminando num cortejo de carros e piadas que não tinham graça nenhuma e deixavam um rasto de gente bêbada por toda a cidade. Há poucos anos tive ocasião de observar o mesmo espectáculo decadente em Coimbra, só que o vinho tinto era substituído por "shots" e cerveja, não encontrando praticamente um estudante que estivesse sóbrio no dia do fim da Queima.
Os hábitos da praxe que hoje são um anacronismo insensato remetem para um mundo corporativo medieval, para uma época em que as universidades tinham regimento e polícia e em que os estudantes se defendiam da autoridade dos "lentes", construindo um mundo de regras autónomas que reproduziam, aliás, o ambiente igualmente claustrofóbico da universidade "séria". Mas Coimbra nunca foi Heidelberg e o ambiente fechado, que páginas e páginas de sátira e de crítica já tinham denunciado, pela pena dos escritores século XIX e XX, não favorecia a liberdade de espírito, nem qualquer irreverência. Hoje no século XXI, a praxe é um traço anacrónico que puxa Portugal para um passado de que, mais que tudo, as universidades o deviam libertar.
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) terça-feira, setembro 25, 2007 1 comentários
Etiquetas: democracia, ensino superior, praxes, recepção ao primeiro ano
27 de julho de 2007
Dossier ENSINO SUPERIOR
O Movimento Aberto por Outra Vida na Escola-movE, do Instituto Superior de Agronomia, tem vindo a trabalhar "arduamente" num dossier inteiramente dedicado ao Ensino Superior, no qual relata todo o processo de ataque ao ensino superior do ministro Mariano Gago, as várias etapas do famigerado RJIES, e o movimento de contestação que se está a desenvolver em torno da aplicação do mesmo, sob o signo Movimento Pára a Lei.
Para quem está por fora, e se queira informar sobre o que tem sido esta luta, encontra ali textos de reflexão, noticias, a petição entregue pelo movimento, as várias acções de contestação até agora organizadas, comunicados de imprensa, etc...:
http://move-aberto.blogspot.com/search/label/Dossier%20Ensino%20Superior
Vale a pena!
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) sexta-feira, julho 27, 2007 0 comentários
Etiquetas: ensino superior, luta, Movimento Pára a Lei, RJIES
17 de julho de 2007
PROTESTO EM FRENTE AO MCTES - DIA 16
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10 de julho de 2007
MOVIMENTO PÁRA A LEI: AGENDA!!!
em frente ao Diário de Notícias (Av. da Liberdade)
MANIFESTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CGTP
O MOVIMENTO PÁRA A LEI ESTARÁ PRESENTE
COM UMA FAIXA DE CONTESTAÇÃO AO RJIES!
É MAIS UMA OPORTUNIDADE
- balões com mensagens de contestação!
- mordaças que nos impedem de falar!
- panfleto sobre o RJIES!
- o Movimento Pàra a Lei, parará o Trânsito!
Não deixes de ir, participa, esta lei NÃO pode passar!!!
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5 de julho de 2007
PRÓXIMA REUNIÃO DO MOVIMENTO: NÃO DEIXES DE IR!!!!!!!!!!!!!!!!
O debate não pára, e ainda este mês o RJIES volta à Assembleia da República.O Movimento Pára a Lei pretende até lá juntar o máximo de pessoas possível que estejam contra a proposta de lei do governo, que queiram manifestar a sua insatisfação, e também provarem que é possível uma reforma do Ensino Superior sem lesar a democracia das instituições, e a participação da comunidade académica.
Por isso:
Data: SEGUNDA-FEIRA,
DIA 9 DE JULHO, ÀS 18H00,
Local: NA CASA DO ALENTEJO
(Portas de Sto Antão)
ESTUDANTES, INVESTIGADORES, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS,
É URGENTE PARAR A LEI,
QUEREMOS DISCUTI-LA!
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) quinta-feira, julho 05, 2007 0 comentários
Etiquetas: ensino superior, luta, Movimento Pára a Lei, RJIES
3 de julho de 2007
RJIES: aprovado . . .
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25 de junho de 2007
MOVIMENTO PARAR A LEI:
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Etiquetas: ensino superior, luta, RJIES
CHEGANDO AO FIM. . .
Aqui ficam os últimos desenvolvimentos da luta dos estudantes da USP:
Reitoria da USP cede e alunos aprovam proposta de saída de prédio
Os estudantes da USP (Universidade de São Paulo), que ocupam o prédio da reitoria desde o dia 3 de maio, decidiram durante assembléia realizada na noite de quinta-feira (21) pôr fim à ocupação do prédio. Eles aprovaram uma proposta enviada pela direção da universidade formulada com base nas reivindicações feitas por eles e devem sair do prédio até as 16h desta sexta-feira (22).
A assembléia realizada pelos alunos teve início às 19h20 desta quinta-feira, com a presença de cerca de 300 estudantes.
A decisão foi tomada após a direção da universidade enviar uma carta aos alunos por intermédio de um grupo de notáveis da USP, aceitando praticamente todos os pontos estipulados por eles para a desocupação do prédio e que já estava em discussão havia mais de uma semana.
No entanto, os alunos colocaram duas condições para cumprir o documento:
que ele seja assinado pela reitora da USP, Suely Vilela, e após o resultado da assembléia do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), marcada para a manhã desta sexta-feira, às 11h.
Assim como os alunos, os servidores receberão uma carta com as propostas da reitora. A tendência, segundo a Folha Online apurou, é que os servidores aceitem a carta e indiquem o fim da greve da categoria e aceitem a proposta a ser enviada a eles. A reitora também não deverá colocar obstáculos para assinar o documento pois já teria dado aval para o mesmo, apesar de não tê-lo assinado previamente.
Facilitadores
O documento foi enviado aos alunos por um grupo de cinco professores que se intitularam "facilitadores" de uma solução negociada entre a reitoria e os alunos. O grupo foi composto pelos professores Istevan Jancso, do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros); João Adolfo Hansen, Paulo Arantes e Francisco de Oliveira, da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP); e o professor Luis Renato Martins da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP).
Os cinco docentes, segundo eles, foram convidados pela direção da universidade.
Eles se reuniram com a reitora e mantiveram conversas com integrantes da direção da universidade desde a última terça-feira, e, em paralelo, mantiveram conversas constantes entre alunos e servidores. Jancson afirmou que o cada linha do documento foi escrito de forma praticamente conjunta entre o grupo e a direção da universidade.
Eles chegaram por volta das 21h à reitoria ocupada. Impedidos de dar entrevistas ou revelar o teor do documento pelos alunos antes e depois da assembléia, eles apenas disseram que atuaram como "facilitadores" e que seria razoável que os estudantes apreciassem o documento.
A proposta recebeu o título Termo de Compromisso entre a Reitoria da USP e os Alunos. Antes de ler o documento, Jancson alertou aos alunos que nenhum dos docentes ali representava a reitoria, mas sim buscavam auxiliar para que houvesse um avanço diante do que denominou "paralisia dos entendimentos" entre a direção da universidade e os ocupantes. "Ela [a carta] não representa nem os 100% dos estudantes e funcionários, nem os 100% do que quer a reitoria. É um processo de aproximação bastante sólida para construção de um acordo", afirmou o Jancson.
Ele alertou, entretanto, que a não aceitação dos termos constantes no texto significaria a anulação total das propostas feitas pela reitoria até então.
A reportagem apurou que o recuo da reitoria em aceitar praticamente todas as imposições dos alunos para deixar o prédio foi um ultimativo para não acionar a tropa de choque da Polícia Militar para acompanhar o pedido de reintegração de posse, já expedido pela Justiça desde o dia 16 de maio.
Propostas
O texto contempla os principais pontos elencados pelos alunos nas condicionantes impostas por eles para deixarem o prédio e formulada no dia 12 de junho.
Os alunos não queriam ser punidos --assim como os funcionários-- pelo que consideram atividades políticas e de greve na ocupação; manutenção de todos os pontos da última contraproposta apresentada pela reitora; audiência pública para discutir o Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP), já aprovado pelo CO (Conselho Universitário), e, por fim, eles querem o reconhecimento da legitimidade do 5º Congresso Geral da USP para discutir a estatuinte --alusivo à Constituinte, só que no caso da USP a intenção é reformular o estatuto vigente.
A carta lida pelos professores aprova todos os pontos elencados pelos alunos. No caso do 5º Congresso, a reitoria se compromete a dar todo o apoio logístico para que ele ocorra e incluirá a data no calendário de atividades oficiais da universidade. Isso permitiria, por exemplo, que as aulas pudessem ser suspensas sem prejuízo a alunos, professores e servidores.
A reitora voltou a afirmar os pontos que havia sugerido desde o dia 8 de maio.
A proposta cita a construção de 334 moradias, sendo 198 no campus Butantã (zona oeste de São Paulo), 68 em Ribeirão Preto (314 km a norte de SP) e 68 vagas em São Carlos (231 km a noroeste). Os alunos exigiam quase o dobro: 594 moradias. O documento cita ainda a previsão financeira de R$ 500 mil para reformas nas moradias já existentes.
Em relação às reformas nos prédios da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e Fofito (Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional), o texto informa que as definições a respeito desse assunto devem ser debatidas em uma reunião.
O texto cita ainda a provisão de café da manhã e alimentação aos domingos, a ampliação do horário de funcionamento dos ônibus internos do campus e a realização de um debate a respeito do prazo de júbilo --período máximo que o aluno tem para concluir as matérias.
O documento ainda cita o prazo de 120 dias para que as unidades apresentem a necessidade de docentes e seu plano de metas. O Termo de Compromisso volta a confirmar o que Suely já havia dito em reunião aos alunos: de que uma comissão composta por 16 integrantes --sendo oito professores e oito alunos e/ou servidores-- teria 90 dias para avaliar as demais propostas (eram 18 itens no total, que em parte foram suprimidos pelas novas propostas).
Assembléia
Desde o início a assembléia realizada na quinta-feira foi tumultuada e tensa. As discussões entre as várias tendências diferentes de estudantes, entre eles alguns ligados aos partidos políticos PSTU, PSOL e PCO, chegaram até a um empurra-empurra a respeito do uso do microfone. Panfletos acusando o uso político foram distribuídos aos alunos presentes.
Durante a apresentação por parte dos professores --que durou quase uma hora-- alguns alunos chegaram a gritar "pelegos". Os docentes não se importaram e continuaram a ler a carta. Eles saíram sem dar entrevistas a pedido dos alunos.
Depois de muito tumulto e bate-boca sobre como seria votado o texto enviado pela reitoria, os alunos fizeram votação do documento às 23h04 desta quinta-feira. Logo após a decisão de saída do prédio, alguns alunos já começaram a entrar no prédio e pegar seus pertences para ir embora.
Um grupo de cerca de 100 alunos insistiu em continuar a assembléia e tentar reverter o resultado até às 23h30, no entanto, como já havia sido votada a aceitação do documento, até o equipamento de som chegou a ser desligado.
Alguns alunos favoráveis à desocupação, se abraçaram e sorriam. Outros gritavam "pelegos" e perguntavam aos demais quanto haviam recebido da reitoria da USP para votar a favor do documento, o que significou na prática, a desocupação que já completava 50 dias.
FOLHA - 22/06/2007 - 00h03
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Etiquetas: ensino superior, luta, ocupação USP
MANIFESTO MOVIMENTO PÁRA A LEI
Aos professores
Aos estudantes
Aos funcionários
Aos investigadores
A todos
A proposta apresentada pelo Governo, de um novo Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES), constitui uma profunda alteração da concepção do sistema de ensino, quer da sua estrutura e modo de funcionamento, quer da sua natureza e função na sociedade em que vivemos.
Uma tal proposta deverá necessariamente obrigar à participação de todos os que constituem a comunidade académica: funcionários, estudantes, investigadores e professores.
O calendário adoptado pelo Governo implica que a discussão e a aprovação do presente diploma legal aconteça até ao próximo dia 28 de Junho na Assembleia da República impossibilitando o diálogo e o debate tão necessário e democraticamente exigível.
Para que as decisões não sejam tomadas com a escola vazia é preciso Parar esta Lei alargando o prazo de discussão pública de modo a que esta seja tida em conta no processo de decisão.
Considerando que a reforma que nos querem impôr afecta todas as pessoas nasceu o movimento PÁRA A LEI constituído por estudantes, professores, funcionários e investigadores de várias universidades, UL, UTL, UNL, UC e UP que promove:
- Petição pelo alargamento do prazo de discussão do RJIES e a recolha de assinaturas
http://www.petition online.com/ RJIESnao/ petition. html
- Reunião na próxima 2.ªf, dia 25 de Junho, às 18h, no ISCTE (sala C405) com o fim d e organizar a mobilização para o dia 28 de Junho e as acções que terão lugar
- Concentração na Assembleia da República no dia 28 de Junho e outras acções
Este movimento é expressão de uma vontade colectiva de fazer acontecer a discussão e tornar possível a construção de uma posição crítica e consequente sobre o RJIES, sobre a escola e sobre o que está para além das suas paredes, sobre como nos organizamos e como participamos nas decisões que alguns querem tomar sozinhos.
Apelamos à participação e à mobilização de todas e de todos, na recolha de assinaturas, na reunião, na concentração, na discussão – Pára a Lei!
movimento Pára a Lei.
peticaorjies@ yahoo.com
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Etiquetas: ensino superior, luta, RJIES
19 de junho de 2007
CONVOCATÓRIA DO M.A.T.A
aos professores
aos funcionários
o novo regime jurídico para o ensino superior
não é senão mais um passo para a privatização das instituições do ensino superior, para a mercantilização da escola, para a redução de democracia, do espírito crítico, da liberdade de nos organizarmos da forma que queremos nos espaços em que estudamos e trabalhamos
no dia 28 de Junho, o RJIES será votado na AR
vem à reunião
para todos juntos decidirmos o que faremos
4ª feira (dia 20)
às 18h
na coop. cultural
Crew Hassan
[R. Portas de Santo Antão, 159, 1º]
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Etiquetas: ensino superior, luta
18 de junho de 2007
NOVO REGIME JURíDICO DAS UNIVERSIDADES
Pelo alargamento do prazo de discussão pública do novo Regime Jurídico para as Instituições de Ensino Superior (RJIES)
1. A recente proposta do governo de um novo RJIES, constitui uma profunda alteração da concepção do sistema de ensino, quer da sua estrutura e modo de funcionamento, quer da sua natureza e função na sociedade em que vivemos.
Pela sua importância, uma tal proposta deverá necessariamente obrigar à participação de todos os que constituem a comunidade académica: funcionários, estudantes, investigadores e professores.
Em face do calendário adoptado pelo governo, que implica a discussão e aprovação do presente diploma legal no próximo dia 28 de Junho na AR, tal expectativa será completamente gorada. É inadmissível que o essencial da discussão tenha lugar durante o período de exames que antecede as férias de Verão, comprometendo de um modo decisivo a participação exigente e rigorosa de uma boa parte do corpo docente e da quase totalidade dos estudantes.
2. A gravidade do que está em jogo não se esgota na questão metodológica comportando, para além desta, um fundado receio de que a nova proposta de RJIES possa pôr em causa a autonomia das instituições de Ensino Superior, desvirtuando aspectos fundamentais da natureza plural do seu funcionamento.
A colegialidade inerente à governação das universidades é substituída por um Conselho Geral, diminuindo drasticamente a representação e participação de estudantes e acabando na prática com a representação de funcionários não docentes. O CG terá no mínimo 30% de personalidades de reconhecido mérito externas à instituição, de entre as quais se elege o presidente deste órgão de gestão.
Caberá ao CG definir as linhas estratégicas de orientação e gestão das universidades, incluindo competências de natureza científica, pedagógica e académica, como seja a abertura dum concurso público para nomeação do Reitor, que substitui o actual sufrágio pelos três corpos que compõem a universidade.
A possibilidade de transformação de Instituições de Ensino Superior Público em Fundações Públicas de direito privado, administradas por um Conselho Curadores externos à instituição e nomeados pelo governo, remete fortemente para um quadro de governamentalização e empresarialização das universidades.
Qual a verdadeira margem de manobra, em instituições de direito privado, para prosseguir linhas estratégicas de orientação em função de critérios que não sejam eminentemente economicistas? Que espaço para áreas não tecnológicas como as ligadas às ciências puras ou às ciências sociais?
O Ensino Superior não pode ser tutelado pelos princípios de funcionamento do mercado.
Pelo contrário, deve um serviço público fundamental para o desenvolvimento do país, integrado na administração autónoma do Estado, e regido elo Direito Público
4. Por estas razões, os signatários apelam à Assembleia da República pelo alargamento do prazo de consulta e discussão da posposta do governo do novo RJIES, até início do ano 2008:
Aleixo da Silva (Técnico Profissional BD, ISCTE), Ana Bastos (estudante de Física, FCUP),
Filipe Rosas (prof. auxiliar, FCUL), Gustavo Sugahara (bolseiro, DINÂMIA), Hugo Dias (estudante de doutoramento, ICS-UC), João Teixeira Lopes (prof. associado, FLUP), Margarida Santos (estudante de Psicologia, ISCTE), Maria José Araújo (Técnica Superior, FPCEUP), Manuel Loff (prof. auxiliar, FLUP), Nuno Teles (bolseiro, DINÂMIA), Rui Borges (bolseiro pós-doc, CFMC-UL), Teresa Alpuim (prof. catedrática, FCUL).
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30 de maio de 2007
MOÇÃO DE APOIO ÀS OCUPAÇÕES DAS REITORIAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE S. PAULO
Moção de Apoio
A luta estudantil está longe de ser confinada aos muros da Universidade ou mesmo à fronteiras de um país. As dinâmicas de privatização do ensino superior estão presentes em todo mundo. Se nós por cá lutamos contra o processo de Bolonha e o seu real significado no que diz respeito à reconfiguração do ensino superior num mercado de diplomas académicos, a mesma luta faz-se também do outro lado do Atlântico.
Devido ao conjunto de decretos do governador de centro-direita do estado de São Paulo, a autonomia universitária – garante de um ensino universal de qualidade - está em risco.
Como forma de contestação várias universidades brasileiras estão neste momento a ser ocupadas pelos estudantes.
Face à ofensiva mediática, política e mesmo policial que hostiliza estas acççõese, o Grupo de Acção Estudantil (GAE - http://gae-iscte.blogspot.com/) do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) de Lisboa, Portugal, vem declarar o seu apoio e solidariedade aos estudantes das universidades públicas do estado de São Paulo na luta pela preservação da autonomia da universidade.
Acreditamos que a vossa luta é também a nossa.
GAE - ISCTE - LISBOA
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29 de maio de 2007
SEJAMOS REALISTAS FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL III
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SEJAMOS REALISTAS, FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL II
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) terça-feira, maio 29, 2007 0 comentários
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SEJAMOS REALISTAS, FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL I
FOLHA DE SÃO PAULO (uma espécie de Público) - 16/05/2007 - 22h23
Alunos decidem manter ocupação na USP mesmo após reintegração de posse
Os alunos da USP (Universidade de São Paulo), que ocupam o prédio da reitoria desde o último dia 3, decidiram continuar no local mesmo após a Justiça ter determinado na tarde desta quarta-feira a reintegração de posse imediata.
A reitoria da universidade entrou com o pedido de reintegração na manhã de hoje e, por volta das 18h, a Justiça enviou aos alunos um ofício determinando a saída.Os ocupantes da reitoria decidiram que vão manter-se no prédio após a realização de uma assembléia na noite desta quarta.
Os universitários também decidiram pela greve estudantil na quinta-feira (17) e a realização de um ato, juntamente com sindicatos de servidores de universidades de São Paulo, do vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) até a Assembléia Legislativa.
Os alunos ocuparam o local por não terem sido recebidos pela direção da universidade para entregar uma carta com várias reivindicações, entre elas mais moradias estudantis, reformas em prédios da universidade e um posicionamento oficial da reitoria a respeito dos decretos do governador José Serra (PSDB), entre eles o que criou a Secretaria de Ensino Superior.
Na terça-feira (15), a USP informou que entraria com medidas judiciais contra o grupo de alunos que invadiu o prédio da reitoria.GreveAlém da manifestação dos universitários, funcionários da USP iniciaram um protesto nesta quarta.
Eles entraram em greve para reivindicar a contratação de professores, o reajuste salarial e a manutenção dos prédios. O movimento também repudia o processo de terceirização na universidade.Segundo a Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores farão no próximo dia 23 uma paralisação e uma assembléia para discutir a adesão à greve.
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) terça-feira, maio 29, 2007 0 comentários
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28 de maio de 2007
ELEIÇÕES DA AE ISCTE
Nos dias 23 e 24 de Abril, foram eleitos os orgãos sociais da Associação de Estudantes do ISCTE: a Direcção, a Mesa da Assembleia Geral de Alunos e para o Concelho Fiscal.
Concorreram três listas: lista U, lista @ e lista M.
Como muit@s de vocês sabem, uma grande maioria da malta que pertence ao GAE, integrou a lista @. Fi uma experiência, a todos os níveis, enriquecedora. Muita gente se envolveu connosco na campanha, travaram-se alguns conhecimentos, e tivemos um contacto directo com muito daquilo que preocupa @s estudantes do ISCTE. Só por isso, vale a pena toda a exigente preparação da campanha, bem como, os dois dias de eleições em si!
O objectivo da vitória não foi alcançado, ganhando a lista U. Face à fraca participação, no entanto superior aos restantes anos, esta lista arrecadou cerca de 70% dos votos para os três orgãos.
Mas com certeza, que outros objectivos a que nos propusemos o foram! Nomeadamente, a campanha da lista @ foi uma extraordinária oportunidade para darmos a conhecer o GAE, e para que @s estudantes passassem a ver o GAE como um possível recurso sempre que sentem necessidade duma efectiva e consequente representatividade.
Este post vem muitooo tarde, e por isso pedimos desculpa!
O GAE retoma assim, em final de ano académico, a "actividade"!
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) segunda-feira, maio 28, 2007 0 comentários
Etiquetas: campanha eleitoral pra AE, ensino superior
28 de março de 2007
COMUNICADO DE MOVIMENTOS ESTUDANTIS
O resultado das eleições para a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa derrotou esmagadoramente o medo e a ameaça promovida pelos representantes da lista X, composta por elementos de extrema-direita, cujos nomes não foram sequer divulgados.
A participação nestas eleições excedeu significativamente a dos últimos anos. Os resultados foram conhecidos já na madrugada de hoje. Das cerca de mil pessoas que votaram 2ª e 3ª feira, cerca de 91% opuseram-se, com o seu voto, à lista em questão, numa demonstração clara da mobilização dos estudantes contra o crescimento e legitimação de grupos com ideais fascistas na nossa sociedade. É igualmente uma derrota da recente operação cosmética aplicada ao fascismo e às suas figuras.
No entanto, esta importante derrota dos estudantes de extrema-direita, não deixa de comprometer os responsáveis da Faculdade de Letras, assim como os das restantes faculdades e entidades políticas, na tomada de medidas que impeçam atitudes violentas, intolerantes e racistas.
Os grupos que subscrevem este comunicado trabalham nas suas faculdades por um espaço aberto e democrático, procuram uma Escola sem Racismo e lutam pela liberdade.
28.03.07
G.A.E. - Grupo de Acção Estudantil (ISCTE)
M.A.T.A. - Movimento Anti “Tradição Académica”
MISTA - Movimento por um IST Alternativo (Instituto Superior Técnico)
]MOVE[ - Movimento Aberto por Outra Vida na Escola (Instituto Superior de Agronomia)
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) quarta-feira, março 28, 2007 1 comentários
Etiquetas: ensino superior, luta anti-fascista
18 de março de 2007
Isto não pode ficar em branco!!!!
aqui vai um apelo que expressa bem o que se está a passar mesmo ao nosso lado. . .nos próximos tempos somos tod@s de Letras!!!
Amigos e Amigas:
Este mail constitui um alerta público, que dirá respeito mais a uns que a outros mas que me parece importante dar-vos a conhecer. Deixo-vos aqui 3 links para a imprensa nacional que contam resumidamente a história que motiva este mail que vos mando.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=785851&div_id=291
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=786138&div_id=291
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=25732
De há uns anos para cá (cerca de 2) que a minha Faculdade (para quem não sabe ou está esquecido, a F. de Letras) tem recebido alguns alunos nas várias licenciaturas assumidamente militantes do partido nacional renovador (PNR), de frentes nacionalistas ou simplesmente simpatizantes do saudosismo fascista. Nada de estranho ou preocupante; a extrema-direita é uma minoria conhecida, referenciada, e constitucionalmente legítima enquanto ideologia. A verdade é que a tensão dentro das paredes da faculdade tem aumentado; frequento-a há 4 anos e é, neste momento, um espaço que em nada se assemelha àquela que fui encontrar enquanto caloira. Já houve provocações, troca de galhardetes, stencil pintado e repintado, autocaloantes colados e rasgados; murais de abril vandalizados; enfim, uma situção mais ou menos antiga que culminou num ajuntamento de skinheads na faculade, na passada quinta feira. Skins, hammer skins, essas sub-ramificações de que eu percebo muito pouco mas de que sei o suficiente para saber que alguns deles são verdadeiros carrascos que vivem destas manifestações de força colectiva e provocação gratuita que foi o que aconteceu nesse dia. Aparentemente, muito pouca gente sabe da dimensão que o núcleo de extrema direita tem neste momento dentro da faculdade, e da obstinação em fazer valer os seus símbolos no espaço da faculdade, que, como sabem, foi sempre um espaço de tradição de esquerda. Hoje a militancia comunista na faculdade é relativamente escassa, mas o espírito geral é (e tal como eu me postulo politica ou apoliticamente) de tolerância, pluralidade cultural, e acima de tudo de militantes da democracia. Assusta-me a dimensão que o prolema está a tomar, e em reunião com alguns colegas (uma espécie de comité de geração espontânea de esplanada que resultou destas últimas tensões), decidimos fazer chegar as nossas preocuações aos nossos amigos e conhecidos. Estamos a preparar eventos para a abril, e uma espécie de conversa informal para a qual contamos com a colaboração de alguns dos nossos professores, com o José Mário Branco (nosso "colega" de linguística), entre outros, não como uma resposta provocatória ou uma acção estritamente anti-fascista, antes uma sessão de esclarecimento e de recuperação de temas históricos que despertem a atenção e a preocupação dos mais distraídos. Queremos despolitizar o mais possível estas acções. Queremos trazer pessoas de todos os quadrantes políticos e sociais (da esquerda e da direita), que comunguem apenas da mesma convicção democrática, anti-fascista. Minorias étnicas, minorias sexuais, todo o tipo de grupos humanos repudiados pela extrema direita, são estas as pessoas que queremos mobilizar para um Abril que julgamos particularmente importante, perante a aurora de uma nova extrema direita organizada, determinada. Uma das principais armas da extrema direita é a conotação deste tipo de eventos com o comunismo puro e duro, a extrema esquerda. Somos todos comunistas; estratégia deliberada e não inocente, visto que a extrema esquerda tem ela própria muito de condenável. Daí que despolitizar seja essencial; despolitizar, descentralizar. Tornar esta preocupação que emana da nossa instituição a de todos os portugueses que prezam a democracia. Não me quero alongar mais; gostaria de contar com vocês na minha faculdade nos próximos tempos. Não queremos erradicá-los, acabar com eles, provocá-los. Nem fazê-los mudar. Queremos sentir-nos seguros, na rua, nos corredores da faculdade. Porque já houve gente ameaçada, provocada. Gente com medo de andar sozinho na rua, de ir para a faculdade (!). Queremos que permaneçam a minoria que são, o fenómeno sociológico bizarro que constituem e nada mais. M-lhes que "somos mais", somos muitos, bons e maus, melhores ou piores, mas não abdicamos da liberdade que abril trouxe.
Façam me chegar ecos das vossas opiniões, do que eventualmente sabem noutros sítios, de informação útil; mesmo se teêm contactos úteis de grupos / instituições que se interessem da integração neste tipo mobilização.
Beijinhos para todos
Jessica.
Não se fiquem pelos ecos. . vão lá, vejam com os vossos olhos, e indignem-se em nome da liberdade!
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) domingo, março 18, 2007 0 comentários
Etiquetas: ensino superior, luta anti-fascista
Ainda A.G.A.
Por enquanto @s estudantes do ISCTE ainda podem gozar duma A.G.A.
Nu futuro, apenas aqueles que pagarem cota poderão! Basta que a proposta de alteração dos estatutos da AE (aprovada em RGA por uma audiência nada representativa), seja promulgada em DR. Até lá resta-nos correr contra o tempo e aproveitar os últimos dias de alguma participação democrática de tod@s @s alun@s do ISCTE.
Assim fez o GAE na última A.G.A. convocada pela Mesa da Assembleia Geral de Alunos, no último dia 12.
A Ordem de Trabalhos (OT) pré-estabelecida centrava-se sobre a abertura do processo eleitoral para a Associação de Estudantes do ISCTE, aprovando-se tanto o regulamento como o próprio calendário eleitorais.
O GAE começou bem!
Conseguindo logo no início aprovar o acrescento do ponto Outros Assuntos à OT, sendo que este seria dedicado a discutir o ISCTE e o Ensino Superior.
Face à escassez de plenários de estudantes no ISCTE, face ao desinteresse por parte da AE em promover o debate com maior frequência entre @s estudantes, o GAE considerou que esta seria uma boa oportunidade de, ainda que com fraca audiência, discutir os problemas mais evidentes para quem estuda no Ensino Superior em geral, e no ISCTE em particular. Assim foi!
Este ponto foi fundamental para elevar o debate, obrigando este a decorrer com razoável número de intervenções, bastante participado, não se cingindo ás questões de regulamentação da campanha.
O GAE começou por falar da questão da NÃO emissão de certificados de habilitações por parte do ISCTE. A verdade é que já chegaram a nós, via mail, algumas queixas de estudantes sobre o facto de não se poderem inscrever em mestrados, nem tão pouco arranjarem emprego, pois o ISCTE de há 1 ano para cá não tem passado certificados! Assim que estas informações nos chegaram, tratámos de falar com a Secretaria, e a situação foi-nos confirmada. O GAE pretendia assim fazer com que a AE tomasse alguma posição face a esta situação, tendo esta manifestado total desconhecimento da mesma.
Falou-se também muito da Acção Social no ISCTE, também devido a rumores de aumentos no pagamento de propinas pelos estudantes bolseiros face a um adiamento no pagamento das bolsas pelo ISCTE. Porém o Presidente da AE garantiu que em nada mudará o valor de propinas a pagar pelos mesmos, não tendo os bolseiros com que se preocupar. . .!
Para além de algumas pequenas alterações ao regulamento eleitoral, o GAE propôs e conseguiu aprovar:
Que as actas das reuniões passem a estar disponíveis para consulta de tod@ @s estudantes, 5 dias úteis após cada A.G.A. Já por 3 vezes tentámos obter as actas de reuniões anteriores e não nos foi possível.
AEISCTE promover um debate, na terceira semana de Maio, com a presença do Presidente do ISCTE, bem como da Presidente do Conselho Pedagógico, cujo tema seria Balanço do Processo de Bolonha, e a sua aplicação no ISCTE. O nosso objectivo com esta proposta foi a criação de mais um momento onde os estudantes poderão manifestar-se, e devemos tod@s fazê-lo, confrontando dois representantes das entidades responsáveis pela aplicação de Bolonha.
São poucos os momentos de manifestação dos estudantes!
Mesmo assim, há que não desanimar, e ainda menos pensar em desistir...o GAE chegou para ficar, pelo menos enquanto houver estudantes sem representação, problemas sem solução, e sobretudo, FALTA DE RESIGNAÇÃO!!!!
margarida santos
Publicada por Grupo de Acção Estudantil do ISCTE à(s) domingo, março 18, 2007 16 comentários
Etiquetas: campanha eleitoral pra AE, ensino superior, iscte








