11 de dezembro de 2007

debate da PRAXE


apareçam!!

12 comentários:

Anónimo disse...

simplesmente ridiculo... é chato ver que neste debate ha pessoas que nem sabem do que estao a falar, porque a questao que ficou pendente foi se realmente a Ana Feijão (não lhe reconheco estatuto de doutora) sabe o que é a PRAXE e se está totalmente contra, ou só assim um bocadinho com as coisas más. Como uma colega minha (PRO PRAXE) referiu, há coisas boas e coisas más, e estas estão ligadas entre si. Há possibilidade de escolha, ninguém vai buscar CALOIROS a casa, estes quando vão é por vontade própria! Vão 1, 2, 3 dias, PORQUE GOSTAM...ou será que os VETERANOS estão à porta de casa deles? se calhar montam la a barraquinha durante uma semana... façam inquéritos sociológicos para avaliar o numero de PRÓ e o numero de A"TA" (TRADIÇÃO ACADÉMICA ENTRE ASPAS É DEMAIS LOL)! e não se desculpem com o facto de que nao vale a pena porque "toda a gente vai dizer que é a favor". Já experimentaram fazer? bem, a não ser que haja alguem que vá fazer muito mal a quem nao é a favor da PRAXE, a liberdade de expressão existe! MAS ESPEREM, isso nao acontece, os inquéritos são sempre anónimos... O DUX é a figura que os caloiros vêm quando chegam ao ISCTE, no inicio nem vão muito com a cara dele (é provavel), mas o ambiente da PRAXE é tão bom, que mesmo na PRAXE temos oportunidade de perceber que o que ali se passa é nada mais nada menos que BRINCADEIRA! PRAXE no ISCTE (sim porque é desta que temos de falar) é MUITO diferente! homofobica? sexista? bem se me disserem que o facto de haver bonecas insufláveis é ter caracter SEXISTA, entao muito mal vai a parada... se calhar era mais engraçado receber os caloiros, alinha-los de mãos dadas dois a dois, mostrar-lhes as instalaçoes, dizendo sempre "nao façam barulho meninos"... mas será que no fim desa semana de INTEGRAÇÃO eles iam ter metade da vivência que têm com a PRAXE?
SEMPRE PELA PRAXE!

Filipa Trigo
(pipatrigo@hotmail.com) se me quiserem contactar claro...

Grupo de Acção Estudantil do ISCTE disse...

Cara Filipa,

Antes de mais, ainda bem que se traz para o blog a continuação do debate de ontem, que assim ao menos dá para se falar, e ser-se ouvido, sem ter que aturar urros, palmas, faltas de respeito, enfim. . . tudo aquilo que vos foi mandado fazer ontem!

Passando ao assunto em questão, vamos por pontos:

1. Em relação à Ana Feijão - mas porque raio haverias de reconhecer estatuto de doutora? porque raio te lembraste sequer de mencionar isso? Isso é importante para a questão? Ou é importante para diminuir a pessoa?

2. MATA - vbem sei que vocês lidam mal com isto da democracia, bem sei, que é muito complicado para vocês ter que ouvir opiniões diferentes, já se percebeu que lidam muito melhor com "ser mandados" que outra coisa. Mas, infelizmente para vocês, o sistema que temos chama-se DEMOCRACIA, e na democracia, toda a gente pode dizer o que lhe apetecer, como lhe apetecer, onde lhe apaetecer. o MATA, por muita confusão que vos faça, pode ser contra a praxe, pode criticar a praxe, pode falar do que não sabe (que nem é o caso...), porque pode!!! é assim que as coisas funcionam!!! e mais, o MATA, até pode criticar a praxe, e não sugerir NADA em alternativa. . . isto que vos faz tanta confusão, é mais que aceitável!!!

2. Praxe no iscte:
"orgulhosamente sós" é capaz de ser a frase mais recorrente para descrever os tempos da outra senhora...tempos esses responsaveis pelo maior atraso que portugal viveu, sim, porque o isolamento leva ao atraso, a falta de contacto com os outros, leva ao atraso, no entanto, vocês ontem, faziam gala de a praxe no iscte ser algo isolado e diferente da todas as outras praxes (apesar de terem levado para lá praxista de outras faculdades. . .vocês têm noção do quanto são incoerentes???). como se o MATA devesse, sim senhora, criticar as outras praxes, mas quando falasse do iscte, ou de outras facs onde ainda ninguem ficou paraplégico, tivesse um discurso diferente, um discurso dirigido aos "orgulhosamente sós...".

3. As vossas incorerências doentias:
"a praxe integra" versus "eu nem fui praxado, porque sou anti-praxe, mas até tenho amigos..." (!?!);
"a praxe integra tanto, nem que seja para dizer que aqueles veteranos são uns cabrões..." (nem sei se me ria, ou se chore com esta afirmação...);
"ao menos quando saio à noite conheço a malta da praxe, e não conheço ninguem do mata..." (o que é que isto quer dizer?!? que ao menos a malta da praxe é amigavel, e os do mata não saiem à noite. . . );
"quando alguém exagera na praxe, há um codigo de etica, e os veteranos tratam do assunto?" (mas o que é isto??? um sistema paralelo?? um sistema à margem da LEi? Voces sabem o que é um Estado de Direito?);
etc, etc, etc. . .

4. "se me disserem que o facto de haver bonecas insufláveis é ter caracter SEXISTA, entao muito mal vai a parada...":
esta frase fala por si, pouco resta a dizer, mas já agora Filipa, tu também deves ser da opinião de que se uma gaja sai à noite, de top bastante decotado,uma bruta minisaia, botas de cano alto, a dar bastante nas vistas, e for abordada por uns gajos, e, já nem digo violada, mas se for apalpada e levar com umas bocas, tu deves ser da opinião de que ela até estava a pedi-las não?!?

5. Só participa quem quer:
Não há nada mais demagógico do que este argumento. então achas mesmo, que só é praxado quem quer, porque vocês antes de praxarem até têm o cuidado de perguntar se a pessoa quer ou não. . . é ÓBVIO QUE QUASE NINGUÉM DIZ QUE NÃO!!!! qual é a dúvida? Uma gaja de 17/18 anos que entre numa faculdade desconhecida, numa cidade que não é a dela, cheia de medos e receios porque é 1 coisa nova, e que de repente é abordada por um gajo que já vai na 5ªa matrícula, com um vozeirão que mete medo ao susto, vestido com uma farda sinistra cheia de emblemas de identidade, a perguntar-lhe se quer ou não ser praxada, vai dizer que não?? E já agora, porque é que ela tem sequer de responder a essa pergunta? Porque é que os miudos quando entram têm de, invlountariamente, responder (como eu e todos os outros), se querem ou não ser praxados? Porque é que não podem entrar no primeiro ano da fac e descobrir tudo, tal como fizeram nos anos anteriores da sua vida escolar. . . porquê??? Eu não tive o direito de não responder, caso contrário "como quem cala consente" era praxada. . . onde é que está aqui a liberdade de opção??? Vocês à partida, já obrigam a pessoa a ter que tomar uma posição. . . com que direito?

6. Para terminar. . .o mais engraçado disto tudo, mas também revelador de quão é obsoleto, é que andamos a vida toda, na escola, a tentar passar de ano, a não chumbar, a tentar estudar aquilo que se consegue para se avançar no ensino. . e chegamos ao Ensino Superior, e uma estrutura ad hoc, decide dar um prémio a quem "tenha maior número de matriculas...", que é puramente uma frase eufemistica, para designar aquela pessoa que chumba mais vezes. . . extraordinario!!!

E eu teria muito mais para dizer, mas para quê? Eu até sei, que se acaso vocês me responderem a este comment, nem sequer vão pegar em nada do que eu disse, porque, tal como aconteceu no debate, vocês falam sozinhos, estão muito pouco interessados em ouvir opiniões alheias, faz-vos impressão o contraditório. . .

margarida santos

Anónimo disse...

ora bem...
para contrariar já o que disseste vou pegar em algo que escreveste! (porque nós ontem só respondemos ao que nos disseram) "ÓBVIO QUE QUASE NINGUÉM DIZ QUE NÃO!!!! qual é a dúvida?" só para que saibas, este ano foi o meu primeiro ano de praxante, e tive uns caloiros que em nada se compararam ao meu ano de caloira. Caloiros a quem nem precisei de perguntar nada, simplesmente olhei para a cara deles, perguntei o que se passava e disse "mas voces nõa têm que estar a ser praxados, podem apenas assistir", sim porque aqui ninguém expulsa quem não assiste (como acontecia na tua época não é?) Pois bem os tempos evoluem... E nós não batemos em quem não quer ser PRAXADO, não quer não participa e no fim pode dar-se na mesma com quem foi paraxado e com quem praxou.

Relativamente à Ana Feijão... bem eu não usaria o termo dimunuir, porque ela no debate ja mostrou o quanto percebe disto e o quão mal preparada estava... a frase "há algumas coisas más" diz tudo, diz logo que ela não é CONTRA a PRAXE, mas sim contra as coisas más da PRAXE, ou seja, se essascoisas acabarem ela passa a ser a favor.. (RIDICULO, porque é que ela está no MATA??)

Quanto a terem estado no ISCTE praxantes de outras faculdades... Só assim por acaso já viste códigos de PRAXE, etc e tal??? Entao vai ver os das faculdades que ontem estiveram presentes (Lusófona e FCUL) e depois vê se são assim tao diferentes, provavelmente são do mais semelhante que há!

"...sem ter que aturar urros, palmas, faltas de respeito, enfim. . . tudo aquilo que vos foi mandado fazer ontem!" Agora sim surpreendeste-me!! FINALMENTE! Bem se calhar foi o DUX (à espera para vocês é o Pai, porque é uma figura paternalista e tal, é a primeira que se vê) que nos mandou ir trajados, e bater palmas e se calhar ainda nos pagou por trás! como é que tu dizes isto e a seguir falas em que a nossa sociedade é uma DEMOCRACIA? E é lamentável que falem com desconhecimento, porque a primeira pessoa que se vê nunca é o DUX são sempre os veteranos do curso!

Ainda de referir, que eu não referi no outro post, mas para veres como nós estamos preocupados com a integração dos novos alunos, no dia em que começam as inscriçoes no iscte, depois de serem divulgados os resultados, NOS, veteranos (independentemente de pertencermos à comissao de PRAXE ou nao) estamos lá para receber os novos alunos! E vocês?? Ah espera estão mais preocupados em acabar coma integração desses alunos...

FARDA????? OH MY GOD, vocês não sabem mesmo ou querem que pareça que n sabem e querem passar por menos inteligentes? Chama-se Traje, e é isto que nos iguala a todos, que não faz distinção entre pobre e rico, entre preto e branco!

O que eh que tem a ver uma boneca insuflável com sair à noite de mini saia, top de decote, e botas de cano?? É que não percebi mesmo...

Acho que já peguei no que disseste suficientes vezes...

Filipa Trigo

Grupo de Acção Estudantil do ISCTE disse...

e pronto. . .e repete-se exactamente o mesmo de ontem. . .tu não percebeste nada do que escrevi!
Posso sugerir uma coisa? Relê o meu comment, relê a tua resposta. .. e diz-me qual é a ligação? a sério...eu não te quero mesmo ofender, mas eu ahco que tu não entendeste rigorosamente nada do que escrevi, e acho que não foi assim nada do outro mundo...
fazemos assim, se me quiseres dizer alguma coisa,ou que eu te explique melhor o que eu escrevi, vem ter comigo e eu volto a dizer-te tudo sem problemas (eu até tou no iscte). Porque assim não dá!!! Tu simplesmente não percebeste nada do que escrevi...e quando eu disse que era bom que pegasses naquilo que eu escrevi, isso não passa por pegares nas palavras e falar delas, mas sim pegar no sentido das palavras, naquilo que eu quis dizer...e de facto, se não percebeste o que eu quis dizer (daí não veres ligação entre a parte da boneca e da gaja que sai à noite...), bem podes pegar em tudo o que eu disse, que ficamos na mesma. . .

margarida

Joana Viana disse...

Boa tarde:

Estive no Debate (se é que se pode chamar debate) e acho que vocês nem sequer podem falar muito, porque o pessoal do M.A.T.A. também não respeitou a posição dos pró-praxe, inclusivamente vi alguns risos de "chacota" a tentar ridicularizar o orador (Paulo Lopes) quando este estava a falar.(será que estavam instruidos para agir dessa maneira?)
Outra coisa é que até podem ser contra as praxes, mas não me parece bem terem cartazes a dizer "Pensas pela tua cabeça ou és praxado?" Porque não vos passa pela cabeça que as pessoas podem QUERER ser praxadas?
Eu fui praxada porque quis, sai das praxes quando bem me apeteceu, este ano praxei, e gostei mais de ser praxada do que de praxar.
Já agora como pode alguém ser anti-praxe antes de ir para a faculdade(?), houve gente que não quis participar nas praxes este ano, houve quem se fosse embora durante as praxes e ninguém os obrigou a ficar, nem lhes disse que se não participassem nas praxes eram maus, ou burros "ou não pensavam pela cabeça deles".
Como podem voces advogar uma posição e dizer:
- Entre aspas sei o que é a tradição académica. (?)
Ou vocês estavam mal representados no debate, ou então nem sabem muito bem se são a favor ou contra.
Como podem falar do traje académico, como sendo uma farda, porque é que simplesmente não pensam que gostamos e temos ORGULHO no nosso traje(?) e que este marca o nosso percurso académico, e que vocês não tem rigorosamente nada a ver com isso.
É que se fosse eu a criticar a roupa com que vocês iam vestidos era parvoice pura, mas vocês a criticar o traje é sinal de grande intelectualidade.
Porque é que o facto de nós fazermos as praxes ( com muito trabalho e a levantar as cinco da manhã da cama) e termos gosto que os novos colegas participem dela é sermos "asnos" e vocês a entregar panfletos a tentar que eles se vão embora dali é serem reivindicativos? Se vocês dizem que temos de pensar pela nossa cabeça deixem-se de entregar panfletos nas praxes, porque panfletos não são mais do que publicidade, numa forma obsoleta, a tentar que as pessoas adiram a um qualquer produto ou serviço. Já agora o que é que vocês vendem?

Pedro disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
pedro disse...

"Só sei, que tudo sei!"
Sim, não me enganei, a frase é esta e com o discurso de muita gente mostra ser isto aquilo em que crê, mesmo que de forma inconsciente. Forma esta pela que parecem reger todo o seu comportamento: beber em várias locais até ficar em coma(ou criar condições para que alguém fique), descredibilizar, tirando importância a factos como a morte de uma pessoa(sim, como alguém disse no debate "morre gente em muitos lados"), tentar argumentar através, não do que se sabe, mas daquilo que o outro não sabe. Pois ou será que os pro-praxes que acusam os anti-praxes de não saber do que falam, entendem, ou aliás, fazem sequer um esforço por entender, aquilo que o outro lado diz? Mais! Será que os muitos (e muitos e muitos e muitos....não, não são sócios do SLB, são pro-paxes...)sabem todos, ou pelo menos 2 %, do que eles próprios falam?

De que têm a certeza que sim eu não duvido, pois afirmam-no a pés juntos. No entanto, a Ana Feijão, por exemplo, que dignamente foi defender os seus ideais, parece já ter lido e saber mais que a enorme maioria dos pro-praxes (sim, estarão a pensar, ela não sabe nada! E será que tu pro-praxe, sabes?...Sim! Claro...Vai dormir e vê bem se sabes).
Ao ter a certeza de que o que pensam está correcto acima de tudo aquilo que possam ouvir, ver ou saber, revela o maior dos dogmas.

Para esses muito ignorantes que nem sabem do que se lhes acusa (só por nem quererem saber) um dogma é, do ponto de vista filosófico, uma crença imposta(olha lá isto faz lembrar qualquer coisa, do ponto de vista religioso, onde se guiam pelos dogmas, uma verdade divida(isto também lembra alguém), em especial para os católicos os dogmas, pão nosso de cada dia, nascem das escrituras imposta da hierarquia, a igreja católica.
[PARABÉNS pro-praxe. Se leste tudo isto até agora, linha a linha ao menos não és preguiçoso e nem que seja para criticar já te reconheço uma virtude.

Se leste mas ao ler apenas olhaste com um olhar, não de aprendizagem mas de contrariar tudo aquilo que leste...bem o melhor é resolveres a tua situação. Aconselho: um psiquiatra ou não adies aquilo que se concretizará quando fores mais velho: um suicídio depois duma psicose.

Se és Pro-Praxe e leste isto de maneira a apreender o positivo e o negativo de ambos os lados, significa, ou que és pro-praxe porque de maneira inconsciente, te foi imposto pela sociedade a praxe que tanta graxa achaste ou então, estarás a ver a luz ao fundo do túnel.

Sim, essa luz é admitir primeiro que tudo, que tudo aquilo que sabes pode estar errado, que outrem pode estar correcto e que, mais, o correcto(chamado pelos antigos filósofos, de Verdade) pode até nem existir, ou ser inalcançável.

Digo isto, para que , todos, em especial tu pró-praxe que não acreditas que outros(pessoas ou grupos de pessoas) possam estar certos e tu não, reflictas de modo a pelo menos, respeitares os que te rodeiam, não por obrigação e não por dever mas por ser aquilo que ao menos te possa dar alguma dignidade.

(Ainda aqui estás e és um pró-praxe cego, surdo e mudo? Psiqui…não vai antes buscar um arame ou uma corda)
Enfim, creio que muita gente realmente não parece ter cura.
Atenção, não digo cura, passarem de pró-praxe para anti-praxe(isso era mesmo muito elevado para vocês…Epá estou a gozar! Sentido de humor também faz falta. Agora a sério. Digo…(pró-praxe destrutivo corda! Já disse que estava a brincar.).

Digo cura, saberem interpretar e ver os lados positivos do outro lado que eventualmente, nem que seja por muita pequena hipótese, pode ter algum fundamento.

Pessoalmente, neste assunto das praxes, terão que admitir os pró-praxes(como alguns que considero serem pessoas, com que falo e tenho amizade com muitos) o admitem.
Ora vejamos: jovens que ficam paraplégicos, jovens que morrem por leviandade de outros e pressão social, jovens que ficam com danos psicológicos, muitos vivendo no silêncio. Sim, porque muitos casos psicológicos e até mortes e acidentes nunca se chegam a saber.

É portanto altura de que os que realmente detêm um mínimo de discernimento e bom senso(coisa que ao que parece deus repartiu igualmente por todos, pois nunca vi ninguém queixar-se de falta de bom senso, como dizia um professor meu), os presentes no debate e em qualquer sítio que não disseram nada, vestiam traje, e no entanto admitem esses factos não concordando com a totalidade de alguns pró-praxes que no debate se auto-classificaram no topo da hierarquia do dogmatismo, falem alto e digam: tens razão, eu também gosto da praxe mas “ela” tem coisas como tradição e actualidade que desqualificam qualquer praxe.

Convido esses mesmos a vestirem outro tipo de fatiota pois deixando que os representantes pró-praxes e outros elementos que se manifestam, os metem também no saco da arrogância e do dogma.

Este dogma não é do ISCTE, não é das universidades, é de muitas sociedades subdesenvolvidas intelectualmente que continuam a ignorar a realidade.
Dois rapazinhos de outras universidades, referenciaram orgulhosamente a o rali-das-tascas. Fantástica coisa essa que é ter pessoa em Elvas e muitas outras cidades a ficarem tetraplégicas ou a morrerem. Se não querem deixar os alunos de 1º serem adultos auto-suficientes não deixem, mas por favor não sejam co-responaveis por mortes e incidentes desnecessários. Sentem-se numa esplanada bem grande e acolhedor ponham um limite máximo de copos com álcool e passem para o chásinho. O vosso presidente até gosta!lol.

Outra rapariga convicta do que falava dizia, coitada, não ter sido praxada e não ter podido saber onde era a Danka(até me arrepio, esse fantástico sitio…ME-DO!Já diz a outra.). Ora eu fui às praxes 3 min no meu primeiro ano, depois de muita incistencia, não pondo lá os pés mais e não tendo coincidido com uma viagem à ilha da Danka mas apenas a uma dança ao som do Pop-ular, pimba ou o que quiserem chamar.

No entanto consegui descobrir onde era ao fim de…..2 dias? Mais ou menos, vá, 3 aulas…Por aí. Fui à Danka, desesperadamente, tentando imprimir por vezes 1 página, por vezes 100 mas na esmagador maioria dos casos observado a lista de 20 alunos de espra que são atendidos pela velocidade máxima(0,5km) de duas ou três funcionárias.
Confesso. Foi tão totó da minha parte ter ido à Danka um semestre inteiro como alguém que não descobre uma coisa bem grande cheia de gente. No 2º semestre do 1º ano passei a ir a um centro de cópias com preços semelhantes junto ao ISCTE, sempre vou e muita gente vai. O tempo é precioso e ali perdemos….UI! Em dias maus 10 min! E é preciso uma máquina estar estragada!

Termino dizendo que, se não querem aceitar que as origens da praxe são de todo antidemocráticas, de subserviência, desrespeitantes a todos os níveis, pelo menos tenham o cuidado de mostrar coerência e civismo, já agora mostrando o que cada UM pensa, e não deixando que o pensamento e vontade uns seja a de todos, porque se não estão quase como Hitler e colaboradores.

Se alguns mostraram, muita coisa totalmente descrebilizante para os próprios pró-praxes, sendo ele pró-praxe e vestindo um traje e sua mantinha(epa mas no verão também levam aquilo? É que no Inverno dá jeito para aquecer os pés, agora no verão par ao cão lá de casa??lol) o responsável pelo curso de psicologia mostra o mínimo discernimento de que falo.

Para mim ali não está um pró nem anti-praxe. Ali está uma pessoa! Pessoa segundo a minha modesta classificação, por demonstrar que pensa por sí mesmo, que mostra respeito pelos outros e que secalhar orgulharia muita gente em ser representados por ele.
Não apoio a praxe de nenhuma maneira, não atribui crédito Às suas origens nem ao seu verdadeiro fundo, “no ISCTE é diferente”, para mim é menos mau, agora se nos quisermos comparar às Coimbras do ponto de vista económico, Portugal também “é diferente”, é melhor que a Etiópia e o Mali. Agora, se a maioria dos alunos do ISCTE e o Sistema existente não permite o fim da praxe, portem-se em condições, elevem a voz os que têm dois dedos e testa e ao menos, se não querem falar, respeitem a democracia portuguesa onde vivem e elejam alguém como aquele rapaz de Psicologia para a vossa hierarquia máxima. Ao menos aí, já quase punha as mãos no fogo, que o ISCTE poderia ser diferente, não comparando com o que é economicamente uma Suécia ou uma Noruega, pois a praxe em sí na sua essência é degradante, mas talvez a praxe do ISCTE aí e só aí, obtivesse alguma dignidade do que lhe resta.

Respondo apenas a um ponto da discussão do blogue, que se um aluno à entrada do ISCTE ou dentro do ISCTE, acompanhado pelos pais ou sozinho rodeado dos colegas que aceitam, tem legitimidade social para dizer que não ao quer que seja. Eu tive e tenho. Mas muitos não o será. Muitos depois gostam, mas porque apenas não tiveram saída e alguém escolheu por eles.

Como diz o João Ribas: “Apelar à tradição!..Só se eu já não puder!...Lutar pela minha razão!...”

P.S- A obediência demonstrada por muitos em especial pelo rapazinho cheio de calor no debate, é uma grande explicação pela estagnação do nosso país. Quando jovens universitários que deveriam ser a alanca de um país que de tradição a mais que já cheira a podre, revelam uma obediência tal que empresário e ideias novas não há.
Esse tipo de gente que diz “no trabalho vais ter que dizer sempre sim”, “no trabalho há uma hierarquia”. Vê-se que não percebe muito o novo paradigma das empresas. Os testes psicotécnicos dessa gente só os condenaram a eles próprios. Força nos dogmas, acabam a comer merda mesmo quando forem mais velhos(É duro, como na praxe ne…)

Grupo de Acção Estudantil do ISCTE disse...

Joana,

antes de mais, pessoalmente, quem me dera que o nível de discussão do debate de quinta-feira tivesse sido o mesmo deste teu comment...assim, dá para de facto, debater ideias contrárias!

em relação ao que disseste, as pessoas são anti-praxe antes de ir para a faculdade, precisamente porque, ao contrário do que os pró-praxe afirmam, ser-se contra a praxe não depende nem de como esta é feita, nem do sitio onde é praticada. Ser-se contra a praxe é uma convicção, com base no conceito praxe e no que ele acarreta, toda a sua tradição, os valores que transmite, enfim, a sua mensagem de submissão e obediência (memso que "voluntária"). Obviamente que não se pode ignorar que existem praxes mais perigosas que outras, na medida em que levam a acidentes tão "simples" como a morte!!! Agora, antes que esses acidentes "que acontecem" tenham lugar, há que combater o espaço que permite que acontecam, ou seja, o espaço da praxe!

quanto ao traje...quando chamei de farda não pensei que fosse afectar assim tanto tanta gente, mas enfim...o traje é criticavel, não por uma questão de intelectualidade e eu não me reivindico nada como pertencendo a uma intelectualidade, apenas critico o traje porque ele é um simbolo da tal mensagem do conceito praxe, que falei acima!! Hipocrisia grande é dizer que o traje vem para sermos todos iguais, sem marcas de roupa, etc...mas só à 5a feira...az verdade é que o traje é, sim, um simbolo identitário, de distinção dum grupo à parte, dum grupo hierarquicamente organizado com base no número de vezes que se chumba!

quanto à tua critica de entregarmos panfletos, nada a dizer, é uma estratégia politica que não concordas, existem outras, aquela é uma das nossas...também temos a estratégia do debate, que por vezes dá lugar a cenas muito beras como foi a de quinta passada!

margarida santos

Joana Viana disse...

Olá de novo:

Antes de mais obrigada por teres respondido...

É verdade que o debate podia ter tido um melhor nivel, mas acredito que voces também não estiveram muito bem.

A roupa é primeiramente para nos proteger mas tb serve para mostrar uma posição em relação a mtas coisas, se não ve os casos dos dreads, dos skatters, dos satánicos, etc.. não temos portanto o monopolio da demonstração de uma posição através da roupa, e o traje não é para vos ofender nem para demontrar superioridade em relação a ninguém.

Não acredito no criticar só porque posso, acredito em argumentar e mostrar o meu ponto de vista com o intuito de melhorar alguma coisa, criticar so porque sim? não, obrigada.

Toda a gente é capaz de descobrir onde é a Danka, mas de facto quando cheguei ao iscte pela primeira vez, perguntei a uma colega se ela era caloira porque nao sabia onde estava o horário, e essa colega, futura psicóloga do nosso pais, respondeu:

- Caloira???? Não sei o que são caloiros- e virou-me as costas.

Foram os veteranos durante as praxes que me mostraram o horário do meu curso, por isso não podem dizer que temos dogmas, pela resposta que me deram podem ver que se não fossem os veteranos(sim, pró-praxe)que apesar de asnos e não pensarem pela cabeça deles me pouparam muito tempo perdida nos corredores do Iscte.

Já agora para responder ao que disse o Pedro, eu sabia o que era um dogma, mas obrigada na mesma.
Mas, no que me toca, nao tenho a praxe por dogma, e se não estivesse aberta a discussão, não estava aqui.
Mas pedro, tu passares a ser pró-praxe é que era assim uma grande melhoria para ti!!! ( humor e tal...)
se não quiseres fazer isso, podes ir as praxes do próximo ano e alguém trata de te matar, já que só falta dizer que somos os novos Jacks Estripadores... mas bem vestidinhos ahh?
Li o Psicopata Americano e tenho umas ideias a por em prática! lol

Sou de Psicologia por isso devias ter medo, muito medo...

pedro disse...

Epa duas psicólogas!Então deixo o assunto para vocês. Visto uma parecer ter uma posição de distinção, a outra pode iguala-la.Eu não sou digno de tal.
Eu limito-me como sendo o futuro responsavel de ditár, entre outras coisas, quem tem ou não competencias para entrar num determinado cargo numa empresa. Ouvi para lá ums que dizem que iram quase submeter-se à vontade total do seu chefe(nem sei que favores farão.ui.), ora pois tipo praxe. Um deles, não querendo desqualificar ninguem parece-me muito bom para funções de obdiencia máxima, não me parece é que vá fazer a diferença em algum lado, tal como as empresas desejam.
Gente que faça a diferença!Não gente que cumora tudo o que está previamente imposto.Na tradição...ou o que seja.

P.S- GAE, se for possível e quiserem, podem apagar o meu 1º post sem "PS", repeti-o por engano.

Ricardo Alves disse...

Vou juntar aqui uma definição de praxe por Bloch:
«Bloch detém-se na própria execução processual dos ritos e expõe os modos subtis e naturalizados de que dispõe o rito para estabelecer o consenso. O que quer também dizer, os modos de que dispõem os que estão em posição de orquestrar e beneficiar do consenso que o ritual produz. Os traços distintivos do discurso ritual são a formalização, estilização, restrição vocabular e sintáctica, repetição de fórmulas prescritas; dizer o mundo de uma certa maneira é trazer esse mundo à realidade. Conclui, então, que a formalização do discurso ritual constitui uma forma de controlo social e um meio de impor significações e representações do mundo.»

Isto será suficiente para perceber porque se deve toda a pessoa opor a qualquer rito ou praxe institucionalizada como as praxes académicas. As praxes são dogmáticas e os dogmas são opositores da evolução do conhecimento, logo da sociedade. Objectivo este que deveria ser o das Universidades: o avanço do conhecimento sem dogmas! Mas se quando entramos numa faculdade a primeira coisa que apanhamos é isso então algo está mal nesta sociedade.
O grave na praxe é que ao contrário de outros ritos que se repetem sem se saber porquê, este é defendido com unhas e dentes por quem o sofre. São inventados argumentos como o da integração, moralização, ensinamento, brincadeira, tradição, ..., para amenizar a questão e tentar credibilizar o rito (ou seja, contrariar o sem saber porquê). A subserviência a um rito é a atitude mais acefalóide que se pode ter por parte de um ser humano, mas enfim a sociedade humana para lá caminha e o que nos resta é isto: ir falando para os anormais para ver se eles conseguem perceber na merda em que se meteram.
E sim, estou a ter uma atitude arrogante do tipo "pensas pela tua cabeça ou és praxado", não porque me acho intelectualmente superior mas porque estou farto de ver pessoas muito inteligentes a darem cambalhotas à lógica para tentar justificar uma atitude injustificável.


Ricardo Alves do MATA

Salomé disse...

(lamento não fazer citações, mas só quero dar a minha opinião depois do que li) e sim eu sei que este post é muuuuuito antigo! Whatever! =)

Eu lamento que vejam assim a praxe, talvez devessem tirar algum do vosso tempo, e abrirem as vossas mentes: afinal de contas vocês não são nenhuns cavalos com palas nos olhos para só verem um direcção!
E aliás uma opinião só pode ser válida quando é expressa depois de se ter vivido a experiência em causa, é como dizer que as ervilhas sabem mal sem as ter provado!
A praxe (pelo menos no ISCTE) é uma boa forma de integração, ninguém é humilhado, fazemos figuras tolas está bem! Mas ninguém sai de lá com traumas, nesses 4 dias eu conheci mais gente inclusivé de outros cursos, do que alguma vez conheci em tempo de aulas, conheçi a faculdade e a turma ficou bastante unida...
Não me lembro de ver ninguém cabisbaixo, nem contrariado, aquilo foi bastante engraçado, com jogos que promoviam a força de equipa e daí vinha a maior proximidade entre colegas, não me senti humilhada nem vi ninguém humilhado, aliás se alguém se sentiu é porque tem alguma arrogância a mais ou muita falta de confiança, ou não tem capacidade e não sabe pensar por si para dizer "NÃO"...
Apesar de tudo, todos aqueles que não foram há praxe da nossa turma foram bastante integrados, os praxados foram os primeiros a "puxar" pelos não praxados (seja porque razão fosse)... Sem fazer-mos quaisquer distinções!
Isto é engraçado, mas eu agradeço a praxe, eu estava com bastante medo de chegar lá e não conhecer ninguém, nem a faculdade e andar lá perdida!
Assim que cheguei chamaram-me e conheçi logo todo o meu curso no primeiro dia a faculdade!

Claro que perguntam se queremos participar, e como estamos numa DEMOCRACIA, têm direito a perguntar! (eu sempre ouvi dizer que perguntar não ofende, alem do mais, não é uma ordem!), claro que podemos virar as costas e mostrar-nos ingidnadissimos por aquela pessoa nos estar a perguntar aquilo (e aqui serão as pessoas pretenciosas).
Mas também podemos dizer de uma maneira simpática que não e dar as suas razões (ou não), mas que querem conhecer o resto do pessoal depois (ou não).
Ou podemos dizer que sim...
Eu não tenho nada contra com quem não quer ir e/ou é MATA.
Eu nunca ignorei ou afastei ninguém por não querer participar na praxe.
Aliás uma das primeiras coisas que se aprende em Antropologia é ter uma mente aberta e aceitar a opinião das outras pessoas! =)


A praxe no ISCTE é bastante bem controlada, não há humilhações, só há boas recordações! =)
Eu também acho demais praxes que colocam em risco a integridade moral e fisica das pessoas, mas tal situação não sucede no ISCTE.

Quanto ao rali tascas, os caloiros que vão, vão de livre vontade, eu não fui, não gosto de alchool, mas ninguem me obrigou a ir, ou me repudiou por nao ir!
E quanto aos caloiros que se embebedam, tenham lá paciência! estamos a falar de jovens com 18/19 anos NO MINIMO, que sabem ou pelo menos deveriam saber ter controlo sobre si mesmos! os Veteranos, não são amas nem têm que tomar conta deles, nem os obrigam a beber!
Muito menino e menina que apanha grandes bebedeiras, já gostam da sua pinga!
Já para nao falar que o DUX apela pela moderação antes do rali tascas!
Ele nem os praxantes são policias para dizer "ai olha, agora já chega!"----como se os caloiros quizessem saber! -.-

Bem por aqui me fico! =)