16 de dezembro de 2007

Já sei!!! Ninguém os obrigou...é preciso?

A praxe no ISCTE é diferente. . . Não! mas a praxe do meu curso é mesmo diferente. . . Não! Afinal, a praxe que eu faço é que é diferente. . . epá, pensando bem, não é assim tão diferente!!!

15 de dezembro de 2007

ADEUS AO PRESIDENTE DO IST?


O presidente do Instituto Superior Técnico (IST), Carlos Matos Ferreira, pôs ontem o seu lugar à disposição e diz que só se vai manter à frente da escola se o órgão máximo da instituição aprovar uma moção de confiança. Em causa, ao que o Jornal de Negócios apurou, está o facto de Carlos Matos Ferreira ter perdido recentemente duas “batalhas” internas – a transformação do IST em fundação e a transformação da Universidade Técnica de Lisboa (à qual o IST pertence) numa universidade federal.A decisão surgiu anteontem, durante a assembleia de representantes do IST, que é o órgão máximo da escola. Carlos Matos Ferreira começou por dizer que colocava o seu lugar à disposição e que, para se manter no cargo, queria obter uma renovação de confiança.
O presidente do IST vai também pedir um voto de confiança ao conselho científico, que tem sempre uma palavra fundamental na eleição do presidente.Até ao fecho da edição, não foi possível contactar Carlos Matos Ferreira.
Decisão em Janeiro
A assembleia de representantes deve agora reunir-se de novo em Janeiro, de forma a pronunciar-se sobre a questão, algo que não fez anteontem.Segundo informações recolhidas pelo Jornal de Negócios, Carlos Matos Ferreira fez ainda questão de indicar que, quando for votada a moção de confiança, só aceita continuar se, além da maioria dos votos, tiver o apoio de pelos menos um terço dos alunos, de um terço dos professores e de um terço dos funcionários.
Quatro demissões
Ao contrário de Carlos Matos Ferreira, o presidente-adjunto para os assuntos administrativos, António Cruz Serra, apresentou mesmo a demissão na reunião de anteontem, indicando que se mantém no cargo no máximo até Fevereiro (está a aguardar um relatório do Tribunal de Contas relativo ao IST). Eduardo Pereira, um dos três vogais docentes do conselho directivo presidido por Carlos Matos Ferreira, apresentou igualmente a demissão e fê-lo em nome dos três vogais.Por sua vez, o presidente-adjunto para os assuntos pedagógicos solidarizou-se com o presidente do IST, enquanto o presidente-adjunto dos assuntos científicos não se pronunciou.Contactado pelo Jornal de Negócios, o vice-presidente da assembleia de representantes do IST, João Cunha Serra, diz lamentar “ a instabilidade que a nova situação traz à escola”. “Tendo em conta que o IST deve fazer eleições internas depois do Verão, era importante que não houvesse mudanças até lá”, refere.
blog de campus do jornal de negócios

11 de dezembro de 2007

debate da PRAXE


apareçam!!

9 de dezembro de 2007

FML PASSA A FUNDAÇÃO

Aqui fica um relato de como as coisas podem vir a acontecer também no ISCTE:

Na última semana houve desenvolvimentos acerca do processo de passagem a fundação da nossa faculdade. Não sei se todos sabem, mas a 10 de Novembro o director da FML deu uma entrevista ao SOL onde dizia que já estava tudo tratado. Após a publicação, o director falou com a AE, tendo dito que era puro sensacionalismo jornalístico.
Dia 21 de Novembro foi a abertura solene do ano académico, onde foi dito que realmente existia um projecto de consórcio que incluía a faculdade, o instituto de medicina molecular e o Hospital de Santa Maria.

A 27 de Novembro houve uma RGA, onde estavam presentes cerca de 100 pessoas. Na altura da votação, já só com 68 alunos presentes, foi aprovada a posição contra a passagem a fundação (com 48 votos a favor, 20 abstenções). Após esta RGA, o director falou novamente com a AE, dizendo que a privatização esta fora de questão, que o que existia era um projecto de um consórcio. Disse que estaria disponível para uma sessão de esclarecimentos. Mais tarde viémos a saber que o reitor (Sampaio da Nóvoa) também quereria vir à sessão de esclarecimentos, assim como o Presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento, membro da assembleia estatutária da UL).
Na quarta-feira passada (5 de Dezembro) soubémos que há efectivamente um projecto de fundação e que os grupos Mello e Espírito Santo já tinham sido contactados. A sessão de esclarecimentos vai ser dia 14 de Dezembro. Ontem o director voltou a falar com a AE e repetiu o mesmo discurso.

Ou seja: vai acontecer o que era previsto. Já há grandes movimentações nesse sentido, grupos económicos ao barulho, multinacionais, enfim. Sim, era previsível. No entanto temos a sensação de que é muito pior do que o que tínhamos imaginado e que está a acontecer a um ritmo difícil de acompanhar.

O que é que vamos fazer agora? Hoje lá recuperámos do choque e conseguimos delinear um plano de acção.
Estivémos a falar com a Isabel do Carmo. Percebemos que a maior parte dos professores (e ela está bastante próxima da administração do hospital) ainda sabe menos do que nós. A conversa foi bastante útil, porque conseguimos ficar com uma ideia do que se está a passar e o nível de desinformação. Já fizémos uma lista de professores com quem vamos tentar falar (pessoas que conhecemos e que sabemos que são sensíveis a este assunto) e tentar mobilizá-los para a sessão de esclarecimentos (juntamente com estudantes e funcionários).
Já solicitámos uma audição ao reitor da UL, queríamos tentar falar com ele antes da sessão de esclarecimentos.

Portanto, a próxima semana vai ser essencialmente preenchida com trabalho a tentar mobilizar professores, estudantes e funcionários para a sessão de esclarecimentos.
A seguir a esta sessão vamos fazer um comunicado de imprensa e divulgar o que se está a passar na nossa Faculdade. É preciso que isto seja falado fora das paredes do hospital. Estamos também a pensar recolher assinaturas contra a passagem a fundação.

Estamos ainda a tentar convocar uma Assembleia de Representantes antes que este órgão seja extinto. Vamos entregar o pedido na segunda-feira, mas esta provavelmente só acontecerá depois da sessão de esclarecimentos. Se tudo correr bem, quando esta acontecer, já teremos professores, estudantes e funcionários informados e com uma opinião. Temos também a decisão que saiu de RGA. O objectivo é tentar usar a última sessão da Assembleia de Representantes para conseguir uma tomada de posição (que ainda é preciso definir).

E pronto. O RJIEs é mesmo real, as fundações também.
Digam coisas, se tiverem alguma ideia brilhante ou algo a dizer sobre isto tudo. Todas as cabeças pensantes (e os seus pensamentos) são bem vindas.

30 de novembro de 2007

Panfletos do GAE

Na coluna do lado direito poderão encontrar os panfletos até agora lançados pelo GAE.
há uns quantos comunicados que ficam a faltar. . . mas hão de ser encontrados!
Divirtam-se!

26 de novembro de 2007

Eleição dos representantes dos estudantes para Assembleia Constituinte da UTL

O GAE APOIA A LISTA A NA CAMPANHA PARA A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DA UTL!

Começou a campanha para a eleição dos representantes para a assembleia constituinte na Universidade Técnica de Lisboa, uma das maiores e mais importantes instituições académicas do país. No seguimento da aplicação do novo regíme jurídico do Ensino Superior e de uma série de factos e irregularidades que poderão penalizar @s estudantes a Lista A aposta numa campanha orientada para a sensibilização e esclarecimento de tod@s quanto às implicações reais deste novo regime. É já amanhã, dia 27 no ISEG pelas 17:00 e Quarta feira dia 28 no IST (hora a confirmar) que terão lugar os debates eleitorais entre listas!


DIVULGA, APARECE E DISCUTE!

Campanha Cerveja Tagus


ORGULHO LÉSBICO, GAY, BI, TRANS, QUEER
Orgulho de Quê?



Nós, lésbicas, gays, bisexuais, transgéneros (LGBT) e outr@s rebeldes sexuais, temos orgulho de enfrentar as consequências de não escondermos a nossa identidade sexual ou de género. Temos orgulho de termos sobrevivido à nossa orientação sexual ou identidade de género fora da norma numa sociedade que nos condena ao silêncio e à vergonha (muit@s não sobreviveram). Nas nossas marchas, celebramos o orgulho de quem recusa a carga moral de culpabilidade que nos é imposta, quando seria tão fácil continuarmos a esconder os nossos desejos e apenas fingirmos “ser normais”.



Não estamos orgulhosos da nossa orientação sexual, deixamos isso – e quaisquer definições de “normalidade” – para heterossexuais homofóbicos. Temos orgulho, sim, de escolhermos vivê-la, mesmo quando isso faz de nós alvos de discriminação e violência. Temos orgulho por oposição à vergonha. Temos orgulho nas lutas de longo prazo que tant@s travaram e travam contra a criminalização ou medicalização das nossas identidades e pela construção árdua dos nossos movimentos sociais.



Temos orgulho na força, no esforço, nos sacrifícios que tantas pessoas LGBT assumiram ao longo da História para sair do armário e exigir dignidade. Temos orgulho na imensa variedade das nossas expressões e formas de expressão. O orgulho LGBT é necessário como o “black is beautiful” foi necessário nos anos 60 norte-americanos: como então, muit@s de nós continuamos a sentir culpa, vergonha e auto-depreciação por aquilo que somos. Sem orgulho, as novas gerações LGBT em tantos países estariam condenadas à mesma existência clandestina que os seus predecessores combateram. No processo da sua auto-descoberta, muitas gerações têm tido, pela primeira vez, a possibilidade de crescerem como LGBT com referências positivas do que isso significa, e com menos referências negativas.



Nenhum outro motivo senão Orgulho motivou a histórica revolta de Stonewall - na origem do actual movimento lgbt -, quando o desejo de dignidade se traduziu em resistência à violência policial. Quando a nossa vida pessoal condiciona os nossos direitos cívicos, deixa de ser “privada” e torna-se “política”. E precisamos de ser visíveis hoje para que amanhã não tenhamos necessidade disso, quando as pessoas deixarem de ser definidas com base na sua identidade sexual ou de género.



“Dar a cara” continua, infelizmente, a ter consequências negativas. Mas é mesmo por isso que é preciso que cada vez mais gente saia do armário ou, pelo menos, se envolva com o associativismo LGBT: para inverter essa situação injusta. Para que um dia “dar a cara” seja tão natural como lavar os dentes e seja tão banal que não acarrete discriminação.



A homofobia é um sistema político na sociedade que temos.

Orgulho e activismo, armas contra a violência homofóbica e transfóbica e a sua promoção!
ORGULHO É PROTESTO!

14 de outubro de 2007

MANIFESTAÇÃO DE DIA 18 DE OUTUBRO


DIA 18 DE OUTUBRO QUINTA-FEIRA :: FAZ-TE OUVIR



Dias 18 e 19 de Outubro terá lugar em Lisboa a cimeira de chefes de Estado e Governo da União Europeia. O ponto principal desta cimeira é a assinatura do novo Tratado para uma Constituição Europeia que substitui o texto chumbado em referendo em França e na Holanda. Após assinado, é suposto o Tratado ser ratificado em cada estado-membro nos respectivos parlamentos sem que as suas populações sejam ouvidas. O Tratado vem reforçar as políticas neo-liberais que temos vindo cada vez mais a sofrer na pele nos últimos anos. Políticas de liberalização dos despedimentos, políticas precarizadoras do trabalho, de privatização do ensino e da saúde, de extinção de serviços públicos e acção social. Políticas de destruição do ensino superior público sob a forma da subida das propinas, de implementação à força de Bolonha e do novo regime jurídico que vem abrir o caminho à gestão privada das universidades. A CGTP aproveita esta oportunidade ímpar para convocar uma grande manifestação para contestar os ataques aos trabalhadores e fazer ouvir as suas reivindicações de justiça social e emprego com direitos. Reivindicando o direito de todos ao ensino e uma sociedade justa, a nossa adesão enquanto estudantes vem dar mais força ao protesto!




A presença de todos é importante!
Esta Europa Não!Faz-te ouvir!
MANIFESTAÇÃO 18 DE OUTUBROPARQUE DAS NAÇÕES


CONCENTRAÇÃO 14:30 METRO OLIVAIS




CONTACTOS:
saltaconosco@gmail.com (FMUL)

move.aberto@gmail.com (ISA)

fainalternativa@gmail.com (ISCSP)

gae_iscte@yahoo.com (ISCTE)

mata.info@gmail.com

muda.fcul@gmail.com (FCUL)

RESPOSTA DO GABINETE DO MINISTRO DO MCTES

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
GABINETE DO MINISTRO

ASSUNTO: INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA
PRAXE ACADÉMICA


Encarrega-me o Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de acusar a recepção da sua carta referente ao assunto em epígrafe, que lhe mereceu a melhor atenção, e de informar V. Exa. que nesta data foi solicitada ao Senhor Presidente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa informação acerca do que expõe.

Na oportunidade permito-me assinalar que nos termos do disposto na alínea b) do n.° 4 do artigo 75.° da Lei n.° 62/2007, de 10 de Setembro (Regime jurídico das instituições de ensino superior), é qualificada como infracção disciplinar dos estudantes “a prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas»”.

Com os melhores cumprimentos,
O Chefe do Gabinete
(Armando Trigo de Abreu)

9 de outubro de 2007

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO ISCTE

O GAE enviou a semana passada esta carta ao Presidente do ISCTE, com o conhecimento do Ministro da tutela.
Até agora não recebemos respota do "nosso" presidente, mas, curiosmanete, respondeu-nos o gabinete do sr. ministro, a quem nem cabia responder.

A sua resposta será em breve aqui colocada (ainda temos de a passar por um scanner).

Juntamente com a carta, enviámos o Manual de Guerra dos praxistas da nossa escola. O Manual está disponivel para tod@s que queiram dar uma vista de olhos à estratégia militar seguida pelos nossos "dignissímos veteranuns"...

Não percam!!!

Exmo. Sr. Presidente do ISCTE,
Com o conhecimento d Sr. Ministro da Tutela

No dia 24 de Setembro, segunda-feira, teve inicio a recepção aos alunos do primeiro ano. A sessão solene de abertura do ano lectivo, onde estiveram presentes o Presidente do ISCTE, Professor Doutor Luís Reto, o Presidente da AEISCTE, Pedro Inácio e, o aluno Paulo Lopes, que se auto-intitula presidente da “Comissão de Recepção ao novo aluno”. Esta comissão é, na verdade, fictícia, pois mais não é do que a comissão de praxe do ISCTE. Aparte de considerações pessoais que se possam ter sobre a prática da praxe, parece-nos consensual que o Presidente de uma instituição de ensino superior, que reúne no seu seio pessoas das mais diversas opiniões, não deve nem pode estar associado a situações de promoção da praxe como a que ocorreu durante a já mencionada sessão. Pela primeira vez, numa recepção oficial aos alunos do primeiro ano, esteve representada na mesa dos oradores a comissão de praxe com o aval do Presidente do ISCTE, inclusivamente este prestou-se ao papel de ser instrumentalizado pelo, mais uma vez, auto-intitulado presidente da “Comissão de Recepção ao novo aluno”, com o fim de garantir a boa conduta da praxe. O que é que isto significa? Muito simples:
- Estivemos presentes numa recepção ao novo aluno, em que a comissão de praxe esteve oficialmente representada. A que propósito? Com que objectivos?
- O presidente do ISCTE alinhou com a comissão da praxe, servindo de salvaguarda da mesma. Mas o que é isto? O presidente do ISCTE vai começar a praxar?
- A praxe não é nem obrigatória, nem oficial, nem regulamentada/legalizada, não deveriam os/as alunos/as ser informados disso?
- Não teria sido mais democrático ter estado presente alguém para falar de outras formas de integração?

Muita gente, entre estudantes, funcionários e docentes, estão cansados de ver alunos/as cabisbaixos, convencidos de que ou são praxados/as ou não se integram, de mãos dadas porque assim o exigem, a ouvir berros a toda a hora, a terem que berrar a toda a hora. É por todas estas razões que exigimos uma resposta esclarecedora por parte do Presidente do ISCTE, pois parece-nos o mínimo exigível face ao cargo que ocupa e às responsabilidades representativas que se lhe impõem.

O grave nesta situação não é haver praxistas e praxados. O grave desta situação é os/as novos/as alunos não terem alternativa de integração que não seja a praxe.

Aguardamos resposta
GAE
Grupo d’Acção Estudantil

30 de setembro de 2007

MAS QUE BOAS RECORDAÇÕES DO ISCTE...

O Miguel Vale de Almeida dá o mote, depois seguem-se os comentários que devem ser lidos!
Eu se desse aulas no iscte, como o autor do post recomendado, e tivesse que gritar nas minhas aulas para me ouvirem, porque uns selvagens que fosem meus alunos urram e fazem urrar, do lá de lá da janela, porque se estão completamente a cagar se incomodam alguém ou não. . . bem, sinceramente nem consigo pensar numa cena mesmo fixe que, como professor, lhes faria. . . aceitam-se ideias!! dessas que põe os "eclesiásticos" em fúria. . .

http://valedealmeida.blogspot.com/2007/09/praxe-as-faculdades-que-permitem-as.html

27 de setembro de 2007

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Como é do conhecimento de algumas pessoas, neste final de ano lectivo o GAE - Grupo D'Acção Estudantil, integrou o Movimento Pára a Lei, movimento que apelava ao alargamento do prazo de discussão pública do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

Esse apelo consubtanciou-se na elaboração duma petição, que contou com subscritores das mais variadas áreas do Ensino Superior, desde estudantes, funcionários, professores, reitores e outras pessoas com relevância em todo este processo, nomeadamente, o prof. Jorge Miranda (opositor público desta lei), o prof. Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros.

A petição conseguiu angariar mais de 4000 assinaturas (presenciais e online), o que levou a que para além de ter sido discutida em sede de Comissão de Educação, seja discutida e votada em Plenário na Assembleia da República.

Obviamente que a lei já foi aprovada, e homologada pelo Presidente da República, e o facto desta petição vir a ser discutida muito tempo depois da implementação da lei, não cumprirá o objectivo de alargamento do prazo de discussão da mesma. Por outro lado, cumprirá o grande objectivo de denúncia, de despertar as consciências mais adormecidas, e de demonstrar de forma clara que o Governo, mais uma vez, faz aprovar a lei de maior impacto no Ensino Superior desde a Lei da Autonomia, sem se preocupar com esse "tão pequeno pormenor", que é a procura de consenso entre as partes envolvidas.

A sessão será AMANHÃ, ás 10h00
O ponto de encontro é na porta lateral da AR

Para os interessad@s, aqui vai o link para a petição:

http://www.petitiononline.com/RJIESnao/petition.html

25 de setembro de 2007

PARA REFLECTIR EM INICIO DE ANO...

A Estupidez da Praxe
José Pacheco Pereira (Professor do ISCTE)
Público, 9 de Janeiro de 2003

Rito de passagem? Mas que passagem? A única coisa que os estudantes transportam do liceu para a universidade é a sua carga de ignorância. A cultura juvenil revê-se num mundo de grosseria e ignorância.

Se existisse uma colecção de retratos do nosso atraso, a cena da praxe ocorrida em Macedo de Cavaleiros era um deles. Saliente-se, aliás, que é apenas uma cena entre muitas que se repetem por todo o país de Braga a Faro e que esporadicamente são noticiadas, quando há uns estudantes corajosos que as denunciam, ou quando o abuso é intolerável e provoca danos. Ninguém, muito menos o ministério, nem os responsáveis pelas escolas, pode alegar desconhecimento.Parece que entre as cenas habituais das praxes aos caloiros, a julgar pela de Macedo de Cavaleiros, existe a prática de pôr os rapazes e as raparigas a quatro, feitos asno, cabra ou carneiro, mais ou menos vestidos, mas, pelo menos neste caso, com a roupa interior por fora, a ter que dizer umas obscenidades e a responder a umas perguntinhas perversas.
Conhecem-se mil e uma variantes, todas boçais, destas práticas.

Desta vez, mais uma vez, a brincadeira correu torta, porque a rapariga seviciada resolveu e bem queixar-se. O mais espantoso foi ver alguns estudantes, dirigentes académicos locais, a justificar o que se tinha passado - provavelmente já tinham estado numa idêntica postura a quatro a fazer de carneiros a balir e gostaram da experiência - e a dividir o mundo entre os a favor da praxe e "antipraxe". Sugeriam que alguém poderia evitar as cenas de humilhação sado-eróticas, com que se entretêm, proclamando-se "antipraxe", o que teria a penalização de serem excluídos das "actividades académicas".

Gostaria de saber se dinheiros das instituições universitárias, que vem dos nossos impostos, podem ser canalizados para grupos de estudantes que excluem das actividades financiadas que patrocinam os que se recusam a fazer tristes figuras de asno.

Rito de passagem? Mas que passagem? Cada vez mais a única coisa que os estudantes transportam do liceu para a universidade é a sua carga de ignorância. A cultura juvenil revê-se no Quim Barreiros, nas peripécias futebolísticas e no Big Brother, num mundo de grosseria e ignorância em que ler alguma coisa mais do que os jornais desportivos ou a "Caras" é excepcionalíssimo.
Aliás, a praxe e as claques futebolísticas partilham muita coisa em comum - a violência latente, o culto pela obscenidade, a demarcação clubística entre "nós" e "eles".
Tenho para mim que um dos sinais de degradação do ensino universitário nos últimos anos foi a progressiva introdução da praxe. Subitamente, após uma sadia desaparição da praxe nos anos 70, começou-se de novo a ver rapazes e raparigas vestidos de uma imitação de padres de gravata, o chamado "traje académico". Em muitos sítios onde este nunca fora "tradição", inventaram-se novos "trajes", todos eles ridículos e um pouco à moda dos bobos da corte das imagens medievais. Só lhes faltava pôr uns sininhos para parecerem o "coringa" dos baralhos de cartas.

A praxe acompanhou a progressiva perda de qualidade do ensino básico e secundário, a crescente diminuição da importância da leitura e da oralidade consistente no ensino, a substituição de critérios de exigência e qualidade pelo mito do ensino "sedutor", em que as crianças "bons selvagens" se tornavam "bons" e menos "selvagens", por uma escola amável e onde não era preciso o esforço. A praxe mostra que um dos resultados finais da ideia da escola "soft", das pedagogias não directivas, foi mais o despertar do "selvagem" do que do "bom", para desgosto de Rosseau.

A praxe estudantil foi sempre uma marca da mais provinciana universidade portuguesa - Coimbra -e dificilmente se implantou nas universidades de Lisboa e Porto, onde a população estudantil vivia em verdadeiras cidades, com vida própria fora do fechado mundo estudantil. Em Coimbra, uma cidade em grande parte dependente dos estudantes, dominada pela universidade, povoada por uma multidão de gente vinda do interior que aí habitava, vivendo em quartos e casas alugadas, o mundo do Palito Métrico floresceu. Os estudantes praxistas eram activos participantes da boémia da cidade e cultivavam uma cultura de estúrdia e do vinho, sob a suprema autoridade do estudante mais cábula, o "dux veteranorum", que obtinha o lugar na exacta proporção ao número de chumbos que tinha nos exames e aos anos que demorava a acabar o curso.

A crise de 1969 provocou uma rara união entre os praxistas e os estudantes mais politizados, com o "dux" a apoiar a greve e com a suspensão da praxe pelo "luto académico". Este acto acabou por muitos anos com a praxe em Coimbra e varreu-a das universidades onde era claramente uma importação e uma imitação - Lisboa e Porto.
No Porto, tenho no meu currículo de dirigente estudantil ter ajudado activamente a acabar com a ridícula parafernália dos "grelados" e "fitados", com as cartolas e penduricalhos que passeavam pela cidade durante a Queima das Fitas. Fui igualmente o autor anónimo, por razões óbvias, de um escrito com umas teses contra a Queima que circulou abundantemente nas três cidades universitárias.Nele, contrariamente ao que faziam os estudantes do PCP - que aceitavam a praxe, apenas achavam que ela devia ser suspensa por razões de "luto académico" -, combatia a praxe pela mundividência cultural que lhe estava associada, pelo seu conteúdo machista e marialva, pelo seu reaccionarismo estético, pela sua infantilização dos estudantes como seres irresponsáveis, que só serviam para brincadeiras de mau gosto.
A Queima era então no Porto uma sucessão de "saraus", entremeados de "rallies", touradas, bênçãos, bailes, culminando num cortejo de carros e piadas que não tinham graça nenhuma e deixavam um rasto de gente bêbada por toda a cidade. Há poucos anos tive ocasião de observar o mesmo espectáculo decadente em Coimbra, só que o vinho tinto era substituído por "shots" e cerveja, não encontrando praticamente um estudante que estivesse sóbrio no dia do fim da Queima.

Os hábitos da praxe que hoje são um anacronismo insensato remetem para um mundo corporativo medieval, para uma época em que as universidades tinham regimento e polícia e em que os estudantes se defendiam da autoridade dos "lentes", construindo um mundo de regras autónomas que reproduziam, aliás, o ambiente igualmente claustrofóbico da universidade "séria". Mas Coimbra nunca foi Heidelberg e o ambiente fechado, que páginas e páginas de sátira e de crítica já tinham denunciado, pela pena dos escritores século XIX e XX, não favorecia a liberdade de espírito, nem qualquer irreverência. Hoje no século XXI, a praxe é um traço anacrónico que puxa Portugal para um passado de que, mais que tudo, as universidades o deviam libertar.

27 de julho de 2007

Dossier ENSINO SUPERIOR

O Movimento Aberto por Outra Vida na Escola-movE, do Instituto Superior de Agronomia, tem vindo a trabalhar "arduamente" num dossier inteiramente dedicado ao Ensino Superior, no qual relata todo o processo de ataque ao ensino superior do ministro Mariano Gago, as várias etapas do famigerado RJIES, e o movimento de contestação que se está a desenvolver em torno da aplicação do mesmo, sob o signo Movimento Pára a Lei.

Para quem está por fora, e se queira informar sobre o que tem sido esta luta, encontra ali textos de reflexão, noticias, a petição entregue pelo movimento, as várias acções de contestação até agora organizadas, comunicados de imprensa, etc...:

http://move-aberto.blogspot.com/search/label/Dossier%20Ensino%20Superior

Vale a pena!

17 de julho de 2007

10 de julho de 2007

MOVIMENTO PÁRA A LEI: AGENDA!!!

DIA 12 DE JULHO I 14h30
em frente ao Diário de Notícias (Av. da Liberdade)


MANIFESTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CGTP

O MOVIMENTO PÁRA A LEI ESTARÁ PRESENTE
COM UMA FAIXA DE CONTESTAÇÃO AO RJIES!

É MAIS UMA OPORTUNIDADE
DE DAR VISIBILIDADE À NOSSA LUTA,
POR ISSO, NÃO DEIXES DE IR!!!
DIA 16 DE JULHO - ministério da ciência, tecnologia e ensino superior
há várias acções em que tod@s @s que estão contra o novo RJIES devem participar!

- balões com mensagens de contestação!
- mordaças que nos impedem de falar!
- panfleto sobre o RJIES!
- o Movimento Pàra a Lei, parará o Trânsito!

Não deixes de ir, participa, esta lei NÃO pode passar!!!
(mais informações sobre este dia irão correr...)

5 de julho de 2007

PRÓXIMA REUNIÃO DO MOVIMENTO: NÃO DEIXES DE IR!!!!!!!!!!!!!!!!

O debate não pára, e ainda este mês o RJIES volta à Assembleia da República.
O Movimento Pára a Lei pretende até lá juntar o máximo de pessoas possível que estejam contra a proposta de lei do governo, que queiram manifestar a sua insatisfação, e também provarem que é possível uma reforma do Ensino Superior sem lesar a democracia das instituições, e a participação da comunidade académica.
Por isso:


Data: SEGUNDA-FEIRA,
DIA 9 DE JULHO, ÀS 18H00,
Local: NA CASA DO ALENTEJO
(Portas de Sto Antão)
ESTUDANTES, INVESTIGADORES, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS,
É URGENTE PARAR A LEI,
QUEREMOS DISCUTI-LA!

3 de julho de 2007

RJIES: aprovado . . .


Para que não fique em suspenso, e para que não pareça que a luta não teve consequência, aqui fica uma breve descrição do fatídico dia 28 de Junho.

Começaram a chegar ao meio-dia à AR. Algumas pessoas foram-se concentrado na porta lateral, e afilando-se para, dada a ordem de entrada, estar praparado para entrar!
De entre os "afilados", facilmente se distinguia a causa de alguns.
De entre esses, uns vestiam trajes pretos, com muitos emblemas, num exercicio de identificação entre si, como se duma "ordem" se tratasse, outros vestiam roupa regular, não fosse o uso da
t-shirt do movimento - Parar a Lei! A verdade, é que os de trajes pretos estavam lá dentro no inicio da sessão, e os de roupa regular, estavam cá fora já a discussão tinha terminado. Porquê? Porque à semelhança do que acontece noutros espéctaculos, também no Plenário se pode, e pelos vistos se deve, reservar lugar, caso contrário, fica-se à porta. Fica a lição!!

Apesar de tudo, houve lugares reservados que vagaram, o que permitiu que aqueles que não reservaram entrassem.
Cá fora, esperava-se entrar ou ver sair e perguntar o que se passava lá dentro!
Começámos a ver os trajes pretos, com ares muito sizudos, a sair, "então, a discussão, como tá a correr? A lei foi aprovada?" "não sabemos, saimos antes em sinal de protesto!"
An??????? então protestam antes? nem sabem dizer em que ponto está a discussão? foi isto que foi combinado nesse orgão de grande mérito que é o ENDA? ok, está-se bem entregue!
Passada mais uma horita, aparece o resto da malta que entrou, e que provocou a evacuação das galeiras da AR, por ter gritado "Não à privatização" pouco antes do momento da votação.

O que fizeram? PROTESTARAM! mostraram, sem medo, a sua indignação.
O que lhes aconteceu? NADA! Claroooo, neste país AINDA se pode contestar em voz alta!

Sentimento de dever cumprido! Estava estampado na cara dos "evacuados"!
Depois disto, juntaram-se às faixas e às pancartas de contestação!
O movimento vai continuar, a lei ainda será discutida na especialidade a 17 de Julho, até lá, o "movimento vai-se mover"!!!

P.S.: já agora: a lei foi aprovada, com votos contra de toda a oposição, excepto do PSD que se absteve...

25 de junho de 2007

MOVIMENTO PARAR A LEI:


CHEGANDO AO FIM. . .

Aqui ficam os últimos desenvolvimentos da luta dos estudantes da USP:

Reitoria da USP cede e alunos aprovam proposta de saída de prédio

Os estudantes da USP (Universidade de São Paulo), que ocupam o prédio da reitoria desde o dia 3 de maio, decidiram durante assembléia realizada na noite de quinta-feira (21) pôr fim à ocupação do prédio. Eles aprovaram uma proposta enviada pela direção da universidade formulada com base nas reivindicações feitas por eles e devem sair do prédio até as 16h desta sexta-feira (22).
A assembléia realizada pelos alunos teve início às 19h20 desta quinta-feira, com a presença de cerca de 300 estudantes.
A decisão foi tomada após a direção da universidade enviar uma carta aos alunos por intermédio de um grupo de notáveis da USP, aceitando praticamente todos os pontos estipulados por eles para a desocupação do prédio e que já estava em discussão havia mais de uma semana.

No entanto, os alunos colocaram duas condições para cumprir o documento:
que ele seja assinado pela reitora da USP, Suely Vilela, e após o resultado da assembléia do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), marcada para a manhã desta sexta-feira, às 11h.
Assim como os alunos, os servidores receberão uma carta com as propostas da reitora. A tendência, segundo a Folha Online apurou, é que os servidores aceitem a carta e indiquem o fim da greve da categoria e aceitem a proposta a ser enviada a eles. A reitora também não deverá colocar obstáculos para assinar o documento pois já teria dado aval para o mesmo, apesar de não tê-lo assinado previamente.

Facilitadores
O documento foi enviado aos alunos por um grupo de cinco professores que se intitularam "facilitadores" de uma solução negociada entre a reitoria e os alunos. O grupo foi composto pelos professores Istevan Jancso, do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros); João Adolfo Hansen, Paulo Arantes e Francisco de Oliveira, da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP); e o professor Luis Renato Martins da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP).
Os cinco docentes, segundo eles, foram convidados pela direção da universidade.
Eles se reuniram com a reitora e mantiveram conversas com integrantes da direção da universidade desde a última terça-feira, e, em paralelo, mantiveram conversas constantes entre alunos e servidores. Jancson afirmou que o cada linha do documento foi escrito de forma praticamente conjunta entre o grupo e a direção da universidade.
Eles chegaram por volta das 21h à reitoria ocupada. Impedidos de dar entrevistas ou revelar o teor do documento pelos alunos antes e depois da assembléia, eles apenas disseram que atuaram como "facilitadores" e que seria razoável que os estudantes apreciassem o documento.

A proposta recebeu o título Termo de Compromisso entre a Reitoria da USP e os Alunos. Antes de ler o documento, Jancson alertou aos alunos que nenhum dos docentes ali representava a reitoria, mas sim buscavam auxiliar para que houvesse um avanço diante do que denominou "paralisia dos entendimentos" entre a direção da universidade e os ocupantes. "Ela [a carta] não representa nem os 100% dos estudantes e funcionários, nem os 100% do que quer a reitoria. É um processo de aproximação bastante sólida para construção de um acordo", afirmou o Jancson.
Ele alertou, entretanto, que a não aceitação dos termos constantes no texto significaria a anulação total das propostas feitas pela reitoria até então.

A reportagem apurou que o recuo da reitoria em aceitar praticamente todas as imposições dos alunos para deixar o prédio foi um ultimativo para não acionar a tropa de choque da Polícia Militar para acompanhar o pedido de reintegração de posse, já expedido pela Justiça desde o dia 16 de maio.

Propostas
O texto contempla os principais pontos elencados pelos alunos nas condicionantes impostas por eles para deixarem o prédio e formulada no dia 12 de junho.
Os alunos não queriam ser punidos --assim como os funcionários-- pelo que consideram atividades políticas e de greve na ocupação; manutenção de todos os pontos da última contraproposta apresentada pela reitora; audiência pública para discutir o Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP), já aprovado pelo CO (Conselho Universitário), e, por fim, eles querem o reconhecimento da legitimidade do 5º Congresso Geral da USP para discutir a estatuinte --alusivo à Constituinte, só que no caso da USP a intenção é reformular o estatuto vigente.

A carta lida pelos professores aprova todos os pontos elencados pelos alunos. No caso do 5º Congresso, a reitoria se compromete a dar todo o apoio logístico para que ele ocorra e incluirá a data no calendário de atividades oficiais da universidade. Isso permitiria, por exemplo, que as aulas pudessem ser suspensas sem prejuízo a alunos, professores e servidores.
A reitora voltou a afirmar os pontos que havia sugerido desde o dia 8 de maio.

A proposta cita a construção de 334 moradias, sendo 198 no campus Butantã (zona oeste de São Paulo), 68 em Ribeirão Preto (314 km a norte de SP) e 68 vagas em São Carlos (231 km a noroeste). Os alunos exigiam quase o dobro: 594 moradias. O documento cita ainda a previsão financeira de R$ 500 mil para reformas nas moradias já existentes.

Em relação às reformas nos prédios da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e Fofito (Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional), o texto informa que as definições a respeito desse assunto devem ser debatidas em uma reunião.
O texto cita ainda a provisão de café da manhã e alimentação aos domingos, a ampliação do horário de funcionamento dos ônibus internos do campus e a realização de um debate a respeito do prazo de júbilo --período máximo que o aluno tem para concluir as matérias.

O documento ainda cita o prazo de 120 dias para que as unidades apresentem a necessidade de docentes e seu plano de metas. O Termo de Compromisso volta a confirmar o que Suely já havia dito em reunião aos alunos: de que uma comissão composta por 16 integrantes --sendo oito professores e oito alunos e/ou servidores-- teria 90 dias para avaliar as demais propostas (eram 18 itens no total, que em parte foram suprimidos pelas novas propostas).

Assembléia
Desde o início a assembléia realizada na quinta-feira foi tumultuada e tensa. As discussões entre as várias tendências diferentes de estudantes, entre eles alguns ligados aos partidos políticos PSTU, PSOL e PCO, chegaram até a um empurra-empurra a respeito do uso do microfone. Panfletos acusando o uso político foram distribuídos aos alunos presentes.
Durante a apresentação por parte dos professores --que durou quase uma hora-- alguns alunos chegaram a gritar "pelegos". Os docentes não se importaram e continuaram a ler a carta. Eles saíram sem dar entrevistas a pedido dos alunos.
Depois de muito tumulto e bate-boca sobre como seria votado o texto enviado pela reitoria, os alunos fizeram votação do documento às 23h04 desta quinta-feira. Logo após a decisão de saída do prédio, alguns alunos já começaram a entrar no prédio e pegar seus pertences para ir embora.
Um grupo de cerca de 100 alunos insistiu em continuar a assembléia e tentar reverter o resultado até às 23h30, no entanto, como já havia sido votada a aceitação do documento, até o equipamento de som chegou a ser desligado.
Alguns alunos favoráveis à desocupação, se abraçaram e sorriam. Outros gritavam "pelegos" e perguntavam aos demais quanto haviam recebido da reitoria da USP para votar a favor do documento, o que significou na prática, a desocupação que já completava 50 dias.

FOLHA - 22/06/2007 - 00h03

MANIFESTO MOVIMENTO PÁRA A LEI


Aos professores
Aos estudantes
Aos funcionários
Aos investigadores
A todos


A proposta apresentada pelo Governo, de um novo Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES), constitui uma profunda alteração da concepção do sistema de ensino, quer da sua estrutura e modo de funcionamento, quer da sua natureza e função na sociedade em que vivemos.
Uma tal proposta deverá necessariamente obrigar à participação de todos os que constituem a comunidade académica: funcionários, estudantes, investigadores e professores.


O calendário adoptado pelo Governo implica que a discussão e a aprovação do presente diploma legal aconteça até ao próximo dia 28 de Junho na Assembleia da República impossibilitando o diálogo e o debate tão necessário e democraticamente exigível.
Para que as decisões não sejam tomadas com a escola vazia é preciso Parar esta Lei alargando o prazo de discussão pública de modo a que esta seja tida em conta no processo de decisão.


Considerando que a reforma que nos querem impôr afecta todas as pessoas nasceu o movimento PÁRA A LEI constituído por estudantes, professores, funcionários e investigadores de várias universidades, UL, UTL, UNL, UC e UP que promove:

- Petição pelo alargamento do prazo de discussão do RJIES e a recolha de assinaturas
http://www.petition online.com/ RJIESnao/ petition. html

- Reunião na próxima 2.ªf, dia 25 de Junho, às 18h, no ISCTE (sala C405) com o fim d e organizar a mobilização para o dia 28 de Junho e as acções que terão lugar


- Concentração na Assembleia da República no dia 28 de Junho e outras acções


Este movimento é expressão de uma vontade colectiva de fazer acontecer a discussão e tornar possível a construção de uma posição crítica e consequente sobre o RJIES, sobre a escola e sobre o que está para além das suas paredes, sobre como nos organizamos e como participamos nas decisões que alguns querem tomar sozinhos.


Apelamos à participação e à mobilização de todas e de todos, na recolha de assinaturas, na reunião, na concentração, na discussão – Pára a Lei!




movimento Pára a Lei.
peticaorjies@ yahoo.com

19 de junho de 2007

CONVOCATÓRIA DO M.A.T.A

aos estudantes
aos professores
aos funcionários
o novo regime jurídico para o ensino superior
não é senão mais um passo para a privatização das instituições do ensino superior, para a mercantilização da escola, para a redução de democracia, do espírito crítico, da liberdade de nos organizarmos da forma que queremos nos espaços em que estudamos e trabalhamos
no dia 28 de Junho, o RJIES será votado na AR
vem à reunião
para todos juntos decidirmos o que faremos
4ª feira (dia 20)
às 18h
na coop. cultural
Crew Hassan
[R. Portas de Santo Antão, 159, 1º]

18 de junho de 2007

NOVO REGIME JURíDICO DAS UNIVERSIDADES

Na barra ao lado encontrarão a proposta do governo para o novo regime jurídico das universidades.
Porque acreditamos num Ensino Superior Público, verdadeiramente democrático, participado e plural, e porque reformas como a presente devem ser conduzidas com envolvimento de toda a comunidade académica, o Grupo D'Acção Estudantil, junta-se a petição abaixo divulgada, e apela a tod@s que a divulguem:
PETIÇÃO

Pelo alargamento do prazo de discussão pública do novo Regime Jurídico para as Instituições de Ensino Superior (RJIES)

1. A recente proposta do governo de um novo RJIES, constitui uma profunda alteração da concepção do sistema de ensino, quer da sua estrutura e modo de funcionamento, quer da sua natureza e função na sociedade em que vivemos.
Pela sua importância, uma tal proposta deverá necessariamente obrigar à participação de todos os que constituem a comunidade académica: funcionários, estudantes, investigadores e professores.

Em face do calendário adoptado pelo governo, que implica a discussão e aprovação do presente diploma legal no próximo dia 28 de Junho na AR, tal expectativa será completamente gorada. É inadmissível que o essencial da discussão tenha lugar durante o período de exames que antecede as férias de Verão, comprometendo de um modo decisivo a participação exigente e rigorosa de uma boa parte do corpo docente e da quase totalidade dos estudantes.

2. A gravidade do que está em jogo não se esgota na questão metodológica comportando, para além desta, um fundado receio de que a nova proposta de RJIES possa pôr em causa a autonomia das instituições de Ensino Superior, desvirtuando aspectos fundamentais da natureza plural do seu funcionamento.

A colegialidade inerente à governação das universidades é substituída por um Conselho Geral, diminuindo drasticamente a representação e participação de estudantes e acabando na prática com a representação de funcionários não docentes. O CG terá no mínimo 30% de personalidades de reconhecido mérito externas à instituição, de entre as quais se elege o presidente deste órgão de gestão.
Caberá ao CG definir as linhas estratégicas de orientação e gestão das universidades, incluindo competências de natureza científica, pedagógica e académica, como seja a abertura dum concurso público para nomeação do Reitor, que substitui o actual sufrágio pelos três corpos que compõem a universidade.

A possibilidade de transformação de Instituições de Ensino Superior Público em Fundações Públicas de direito privado, administradas por um Conselho Curadores externos à instituição e nomeados pelo governo, remete fortemente para um quadro de governamentalização e empresarialização das universidades.
Qual a verdadeira margem de manobra, em instituições de direito privado, para prosseguir linhas estratégicas de orientação em função de critérios que não sejam eminentemente economicistas? Que espaço para áreas não tecnológicas como as ligadas às ciências puras ou às ciências sociais?

O Ensino Superior não pode ser tutelado pelos princípios de funcionamento do mercado.
Pelo contrário, deve um serviço público fundamental para o desenvolvimento do país, integrado na administração autónoma do Estado, e regido elo Direito Público

4. Por estas razões, os signatários apelam à Assembleia da República pelo alargamento do prazo de consulta e discussão da posposta do governo do novo RJIES,
até início do ano 2008:


Aleixo da Silva (Técnico Profissional BD, ISCTE), Ana Bastos (estudante de Física, FCUP),
Filipe Rosas (prof. auxiliar, FCUL), Gustavo Sugahara (bolseiro, DINÂMIA), Hugo Dias (estudante de doutoramento, ICS-UC), João Teixeira Lopes (prof. associado, FLUP), Margarida Santos (estudante de Psicologia, ISCTE), Maria José Araújo (Técnica Superior, FPCEUP), Manuel Loff (prof. auxiliar, FLUP), Nuno Teles (bolseiro, DINÂMIA), Rui Borges (bolseiro pós-doc, CFMC-UL), Teresa Alpuim (prof. catedrática, FCUL).

30 de maio de 2007

GREVE GERAL



Apesar da moção de apoio ter sido postada hoje, já tinha sido feita ontem!

MOÇÃO DE APOIO ÀS OCUPAÇÕES DAS REITORIAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE S. PAULO

Moção de Apoio


A luta estudantil está longe de ser confinada aos muros da Universidade ou mesmo à fronteiras de um país. As dinâmicas de privatização do ensino superior estão presentes em todo mundo. Se nós por cá lutamos contra o processo de Bolonha e o seu real significado no que diz respeito à reconfiguração do ensino superior num mercado de diplomas académicos, a mesma luta faz-se também do outro lado do Atlântico.
Devido ao conjunto de decretos do governador de centro-direita do estado de São Paulo, a autonomia universitária – garante de um ensino universal de qualidade - está em risco.
Como forma de contestação várias universidades brasileiras estão neste momento a ser ocupadas pelos estudantes.
Face à ofensiva mediática, política e mesmo policial que hostiliza estas acççõese, o Grupo de Acção Estudantil (GAE - http://gae-iscte.blogspot.com/) do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) de Lisboa, Portugal, vem declarar o seu apoio e solidariedade aos estudantes das universidades públicas do estado de São Paulo na luta pela preservação da autonomia da universidade.
Acreditamos que a vossa luta é também a nossa.
GAE - ISCTE - LISBOA

29 de maio de 2007

SEJAMOS REALISTAS FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL III






SEJAMOS REALISTAS, FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL II





Comissão de Segurança da Ocupação a preparar mudança de turno...







Estudantes, docentes e funcionários em Assembleia!






porque ocupamos, não deixamos de viver, aqui vai um pouco de cultura para ajudar a passar o tempo...





















SEJAMOS REALISTAS, FAÇAMOS O IMPOSSÍVEL I

FOLHA DE SÃO PAULO (uma espécie de Público) - 16/05/2007 - 22h23

Alunos decidem manter ocupação na USP mesmo após reintegração de posse

Os alunos da USP (Universidade de São Paulo), que ocupam o prédio da reitoria desde o último dia 3, decidiram continuar no local mesmo após a Justiça ter determinado na tarde desta quarta-feira a reintegração de posse imediata.
A reitoria da universidade entrou com o pedido de reintegração na manhã de hoje e, por volta das 18h, a Justiça enviou aos alunos um ofício determinando a saída.Os ocupantes da reitoria decidiram que vão manter-se no prédio após a realização de uma assembléia na noite desta quarta.
Os universitários também decidiram pela greve estudantil na quinta-feira (17) e a realização de um ato, juntamente com sindicatos de servidores de universidades de São Paulo, do vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) até a Assembléia Legislativa.
Os alunos ocuparam o local por não terem sido recebidos pela direção da universidade para entregar uma carta com várias reivindicações, entre elas mais moradias estudantis, reformas em prédios da universidade e um posicionamento oficial da reitoria a respeito dos decretos do governador José Serra (PSDB), entre eles o que criou a Secretaria de Ensino Superior.
Na terça-feira (15), a USP informou que entraria com medidas judiciais contra o grupo de alunos que invadiu o prédio da reitoria.GreveAlém da manifestação dos universitários, funcionários da USP iniciaram um protesto nesta quarta.
Eles entraram em greve para reivindicar a contratação de professores, o reajuste salarial e a manutenção dos prédios. O movimento também repudia o processo de terceirização na universidade.Segundo a Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores farão no próximo dia 23 uma paralisação e uma assembléia para discutir a adesão à greve.

28 de maio de 2007

ELEIÇÕES DA AE ISCTE






Nos dias 23 e 24 de Abril, foram eleitos os orgãos sociais da Associação de Estudantes do ISCTE: a Direcção, a Mesa da Assembleia Geral de Alunos e para o Concelho Fiscal.


Concorreram três listas: lista U, lista @ e lista M.


Como muit@s de vocês sabem, uma grande maioria da malta que pertence ao GAE, integrou a lista @. Fi uma experiência, a todos os níveis, enriquecedora. Muita gente se envolveu connosco na campanha, travaram-se alguns conhecimentos, e tivemos um contacto directo com muito daquilo que preocupa @s estudantes do ISCTE. Só por isso, vale a pena toda a exigente preparação da campanha, bem como, os dois dias de eleições em si!


O objectivo da vitória não foi alcançado, ganhando a lista U. Face à fraca participação, no entanto superior aos restantes anos, esta lista arrecadou cerca de 70% dos votos para os três orgãos.


Mas com certeza, que outros objectivos a que nos propusemos o foram! Nomeadamente, a campanha da lista @ foi uma extraordinária oportunidade para darmos a conhecer o GAE, e para que @s estudantes passassem a ver o GAE como um possível recurso sempre que sentem necessidade duma efectiva e consequente representatividade.


Este post vem muitooo tarde, e por isso pedimos desculpa!


O GAE retoma assim, em final de ano académico, a "actividade"!

28 de março de 2007

COMUNICADO DE MOVIMENTOS ESTUDANTIS

Derrota da Extrema-Direita em Letras!!!

O resultado das eleições para a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa derrotou esmagadoramente o medo e a ameaça promovida pelos representantes da lista X, composta por elementos de extrema-direita, cujos nomes não foram sequer divulgados.

A participação nestas eleições excedeu significativamente a dos últimos anos. Os resultados foram conhecidos já na madrugada de hoje. Das cerca de mil pessoas que votaram 2ª e 3ª feira, cerca de 91% opuseram-se, com o seu voto, à lista em questão, numa demonstração clara da mobilização dos estudantes contra o crescimento e legitimação de grupos com ideais fascistas na nossa sociedade. É igualmente uma derrota da recente operação cosmética aplicada ao fascismo e às suas figuras.

No entanto, esta importante derrota dos estudantes de extrema-direita, não deixa de comprometer os responsáveis da Faculdade de Letras, assim como os das restantes faculdades e entidades políticas, na tomada de medidas que impeçam atitudes violentas, intolerantes e racistas.

Os grupos que subscrevem este comunicado trabalham nas suas faculdades por um espaço aberto e democrático, procuram uma Escola sem Racismo e lutam pela liberdade.

28.03.07


G.A.E. - Grupo de Acção Estudantil (ISCTE)
M.A.T.A. - Movimento Anti “Tradição Académica”
MISTA - Movimento por um IST Alternativo (Instituto Superior Técnico)
]MOVE[ - Movimento Aberto por Outra Vida na Escola (Instituto Superior de Agronomia)

18 de março de 2007

Isto não pode ficar em branco!!!!

aqui vai um apelo que expressa bem o que se está a passar mesmo ao nosso lado. . .nos próximos tempos somos tod@s de Letras!!!

Amigos e Amigas:

Este mail constitui um alerta público, que dirá respeito mais a uns que a outros mas que me parece importante dar-vos a conhecer. Deixo-vos aqui 3 links para a imprensa nacional que contam resumidamente a história que motiva este mail que vos mando.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=785851&div_id=291

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=786138&div_id=291

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=25732

De há uns anos para cá (cerca de 2) que a minha Faculdade (para quem não sabe ou está esquecido, a F. de Letras) tem recebido alguns alunos nas várias licenciaturas assumidamente militantes do partido nacional renovador (PNR), de frentes nacionalistas ou simplesmente simpatizantes do saudosismo fascista. Nada de estranho ou preocupante; a extrema-direita é uma minoria conhecida, referenciada, e constitucionalmente legítima enquanto ideologia. A verdade é que a tensão dentro das paredes da faculdade tem aumentado; frequento-a há 4 anos e é, neste momento, um espaço que em nada se assemelha àquela que fui encontrar enquanto caloira. Já houve provocações, troca de galhardetes, stencil pintado e repintado, autocaloantes colados e rasgados; murais de abril vandalizados; enfim, uma situção mais ou menos antiga que culminou num ajuntamento de skinheads na faculade, na passada quinta feira. Skins, hammer skins, essas sub-ramificações de que eu percebo muito pouco mas de que sei o suficiente para saber que alguns deles são verdadeiros carrascos que vivem destas manifestações de força colectiva e provocação gratuita que foi o que aconteceu nesse dia. Aparentemente, muito pouca gente sabe da dimensão que o núcleo de extrema direita tem neste momento dentro da faculdade, e da obstinação em fazer valer os seus símbolos no espaço da faculdade, que, como sabem, foi sempre um espaço de tradição de esquerda. Hoje a militancia comunista na faculdade é relativamente escassa, mas o espírito geral é (e tal como eu me postulo politica ou apoliticamente) de tolerância, pluralidade cultural, e acima de tudo de militantes da democracia. Assusta-me a dimensão que o prolema está a tomar, e em reunião com alguns colegas (uma espécie de comité de geração espontânea de esplanada que resultou destas últimas tensões), decidimos fazer chegar as nossas preocuações aos nossos amigos e conhecidos. Estamos a preparar eventos para a abril, e uma espécie de conversa informal para a qual contamos com a colaboração de alguns dos nossos professores, com o José Mário Branco (nosso "colega" de linguística), entre outros, não como uma resposta provocatória ou uma acção estritamente anti-fascista, antes uma sessão de esclarecimento e de recuperação de temas históricos que despertem a atenção e a preocupação dos mais distraídos. Queremos despolitizar o mais possível estas acções. Queremos trazer pessoas de todos os quadrantes políticos e sociais (da esquerda e da direita), que comunguem apenas da mesma convicção democrática, anti-fascista. Minorias étnicas, minorias sexuais, todo o tipo de grupos humanos repudiados pela extrema direita, são estas as pessoas que queremos mobilizar para um Abril que julgamos particularmente importante, perante a aurora de uma nova extrema direita organizada, determinada. Uma das principais armas da extrema direita é a conotação deste tipo de eventos com o comunismo puro e duro, a extrema esquerda. Somos todos comunistas; estratégia deliberada e não inocente, visto que a extrema esquerda tem ela própria muito de condenável. Daí que despolitizar seja essencial; despolitizar, descentralizar. Tornar esta preocupação que emana da nossa instituição a de todos os portugueses que prezam a democracia. Não me quero alongar mais; gostaria de contar com vocês na minha faculdade nos próximos tempos. Não queremos erradicá-los, acabar com eles, provocá-los. Nem fazê-los mudar. Queremos sentir-nos seguros, na rua, nos corredores da faculdade. Porque já houve gente ameaçada, provocada. Gente com medo de andar sozinho na rua, de ir para a faculdade (!). Queremos que permaneçam a minoria que são, o fenómeno sociológico bizarro que constituem e nada mais. M-lhes que "somos mais", somos muitos, bons e maus, melhores ou piores, mas não abdicamos da liberdade que abril trouxe.

Façam me chegar ecos das vossas opiniões, do que eventualmente sabem noutros sítios, de informação útil; mesmo se teêm contactos úteis de grupos / instituições que se interessem da integração neste tipo mobilização.
Beijinhos para todos
Jessica.

Não se fiquem pelos ecos. . vão lá, vejam com os vossos olhos, e indignem-se em nome da liberdade!

Ainda A.G.A.

Por enquanto @s estudantes do ISCTE ainda podem gozar duma A.G.A.
Nu futuro, apenas aqueles que pagarem cota poderão! Basta que a proposta de alteração dos estatutos da AE (aprovada em RGA por uma audiência nada representativa), seja promulgada em DR. Até lá resta-nos correr contra o tempo e aproveitar os últimos dias de alguma participação democrática de tod@s @s alun@s do ISCTE.
Assim fez o GAE na última A.G.A. convocada pela Mesa da Assembleia Geral de Alunos, no último dia 12.

A Ordem de Trabalhos (OT) pré-estabelecida centrava-se sobre a abertura do processo eleitoral para a Associação de Estudantes do ISCTE, aprovando-se tanto o regulamento como o próprio calendário eleitorais.

O GAE começou bem!
Conseguindo logo no início aprovar o acrescento do ponto Outros Assuntos à OT, sendo que este seria dedicado a discutir o ISCTE e o Ensino Superior.
Face à escassez de plenários de estudantes no ISCTE, face ao desinteresse por parte da AE em promover o debate com maior frequência entre @s estudantes, o GAE considerou que esta seria uma boa oportunidade de, ainda que com fraca audiência, discutir os problemas mais evidentes para quem estuda no Ensino Superior em geral, e no ISCTE em particular. Assim foi!
Este ponto foi fundamental para elevar o debate, obrigando este a decorrer com razoável número de intervenções, bastante participado, não se cingindo ás questões de regulamentação da campanha.
O GAE começou por falar da questão da NÃO emissão de certificados de habilitações por parte do ISCTE. A verdade é que já chegaram a nós, via mail, algumas queixas de estudantes sobre o facto de não se poderem inscrever em mestrados, nem tão pouco arranjarem emprego, pois o ISCTE de há 1 ano para cá não tem passado certificados! Assim que estas informações nos chegaram, tratámos de falar com a Secretaria, e a situação foi-nos confirmada. O GAE pretendia assim fazer com que a AE tomasse alguma posição face a esta situação, tendo esta manifestado total desconhecimento da mesma.
Falou-se também muito da Acção Social no ISCTE, também devido a rumores de aumentos no pagamento de propinas pelos estudantes bolseiros face a um adiamento no pagamento das bolsas pelo ISCTE. Porém o Presidente da AE garantiu que em nada mudará o valor de propinas a pagar pelos mesmos, não tendo os bolseiros com que se preocupar. . .!

Para além de algumas pequenas alterações ao regulamento eleitoral, o GAE propôs e conseguiu aprovar:
Que as actas das reuniões passem a estar disponíveis para consulta de tod@ @s estudantes, 5 dias úteis após cada A.G.A. Já por 3 vezes tentámos obter as actas de reuniões anteriores e não nos foi possível.

AEISCTE promover um debate, na terceira semana de Maio, com a presença do Presidente do ISCTE, bem como da Presidente do Conselho Pedagógico, cujo tema seria Balanço do Processo de Bolonha, e a sua aplicação no ISCTE. O nosso objectivo com esta proposta foi a criação de mais um momento onde os estudantes poderão manifestar-se, e devemos tod@s fazê-lo, confrontando dois representantes das entidades responsáveis pela aplicação de Bolonha.

São poucos os momentos de manifestação dos estudantes!
Mesmo assim, há que não desanimar, e ainda menos pensar em desistir...o GAE chegou para ficar, pelo menos enquanto houver estudantes sem representação, problemas sem solução, e sobretudo, FALTA DE RESIGNAÇÃO!!!!

margarida santos

9 de março de 2007

PROTESTOS DE ESTUDANTES


Mais de 10 mil estudantes manifestaram-se ontem em Atenas e Salónica contra o projecto de reforma universitária do Governo conservador, aprovado hoje no parlamento. 40 pessoas foram presas e 10 feridas na sequência de confrontos com a polícia. Estudantes e professores contestam a lei que abre a porta às universidades privadas, impõe um prazo para a conclusão dos cursos, acaba com a gestão democrática das universidades e permite à polícia entrar nas instituições de ensino superior. O parlamento grego aprovou hoje a lei da reforma universitária com 164 votos a favor, 117 contra e 19 abstenções.
Desde há mais de dois meses, professores universitários e estudantes manifestam-se todas as semanas contra esta reforma que prevê a instauração de prazos para a obtenção dos diplomas e permite a criação de universidades privadas, até agora inexistentes na Grécia.
No dia em que a lei foi aprovada, milhares de estudantes manifestaram-se nas ruas das duas principais cidades gregas: Atenas e Salónica. Durante as manifestações ocorreram violentos confrontos com a polícia, tendo resultado em 10 feridos e 40 detidos.



7 de março de 2007

VEM AÍ O 8 DE MARÇO!!!

roubei isto dum amigo meu, que postou isto numa certa enciclopédia chinesa.

vale a pena


Because We're Women
Because our work is never done & under or unpaid or boring or repetitious
and we’re the first to get the sack
and what we look like is more important than what we do
and if we get raped its our fault
and if we get bashed we must have provoked it
and if we raise our voices we’re nagging bitches
and if we enjoy we’re nymphos
and if we dont were frigid
and if we love women its because we cant get a real man
and if we ask our doctor too many questions we’re neurotic and/or pushy
and if we expect community care for children we’re selfish
and if we stand up for our rights we’re aggressive and unfeminine
and if we don’t we’re typical weak females
and if we want to get married we’re out to trap a man
and if don’t we’re unnatural
and because we still cant get an adequate safe contraceptive but men can walk on the moon
and if we cant cope or don’t want a pregnancy
we’re made to feel guilty about abortion
and for lots and lots of other reasons
we are part of the women’s liberation movement

Joyce Steves, 1975


margarida santos

27 de fevereiro de 2007

Demolições na Damaia

Hoje e amanhã, e apenas dois dias depois da manifestação pelo Direito à Habitação, a câmara da Amadora está a proceder à demolição de casas no bairro social do Alto da Damaia.













Das 480 pessoas que lá vivem, 80 não estão abrangidas pelos programas de realojamento, ficando portanto sem sítio algum para viver. Entre elas encontra-se um casal originário de Cabo Verde, que vive em Portugal há cerca de dez anos e que tem quatro filhos, um deles deficiente. Numa outra casa vive um senhor doente com um familiar. Tal como muitos outros, nenhum tem qualquer possibilidade de arranjar outra casa. Apesar disso, muitas famílias tinham já ontem abandonado as suas casas, intimadas pela polícia a retirarem os seus pertences e saírem, mantendo-se a polícia no local numa atitude intimidatória, certificando-se da saída dos habitantes, segundo os próprios contaram.



Uma vez que se sentiam apoiados por pessoas de fora, nomeadamente activistas da plataforma artigo 65, duas famílias decidiram lutar pela sua habitação, estando dispostas a resistir de todas as formas pela única casa que têm.



Alguns meios de comunicação responderam à chamada, o que ajudou a refrear a polícia e os funcionários da câmara municipal, que começaram as demolições pelas casas vazias, numa vã tentativa de afastar os activistas solidários e as televisões, tendo mesmo garantido a um operador de câmara que não iriam demolir as casas com habitantes. No entanto, foi ouvido um agente a dizer a outro que os trabalhos iriam continuar hoje às sete da manhã.



Hoje manteve-se a presença de activistas no local, conseguindo-se adiar novamente as demolições. É mesmo importante estarem lá todas as pessoas possíveis para ajudar aquelas famílias. Lanço aqui o apelo à solidariedade de todos os que queiram ajudar a defender aquelas casas. Apareçam!!!


Ana Candeias

26 de fevereiro de 2007

MANIF: DIREITO À HABITAÇÃO






















O Grupo D'Acção Estudantil do ISCTE esteve presente esta tarde na manifestação organizada pela plataforma artigo 65.























Habitação é um direito de tod@s





Muitos bairros, comissões de trabalhadores e associações sócio-culturais, partindo da Pç. da Figueira até à Pç. de S. Paulo, estiveram presentes nesta marcha pelo direito á habitação. Também o GAE se fez representar, a convite da própria plataforma, centrando a sua reivindicação no corte para metade por parte do actual governo no apoio á habitação para os jovens.













Para os interessad@s aqui fica um artigo do DN de 5/FEV:




Apoio a Arrendamento Jovem cai 50% em 2007
manuel esteves)


A verba orçamental disponível para apoiar jovens arrendatários vai estar limitada este ano a 32,7 milhões de euros, soube o DN junto do Instituto Nacional da Habitação (INH). Este plafond, inexistente em anos anteriores, corresponde a metade da despesa anual média registada entre 2004 e 2006 (cerca de 62 milhões de euros) e reflecte a nova filosofia adoptada pelo Governo em matéria de apoio a jovens que vivam em casas arrendadas, que se materializa, desde já, no abandono do programa Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ).

Ao contrário do que passa com o IAJ, em que é garantido o apoio financeiro a qualquer candidato que cumpra os requisitos definidos, o próximo programa - integrado no novo instrumento Porta 65, que agregará todas as políticas sociais de apoio à habitação - vai basear-se numa lógica de concurso. Ou seja, o Governo fixará para cada ano a dotação orçamental disponível para este efeito, que condicionará depois o número de beneficiários. Deste modo, inverte-se a lógica do financiamento: a despesa deixa de depender do número de beneficiários, passando este a depender da verba disponível. Quanto à gestão do universo de beneficiário, esta será feita por via de concursos, lançados à medida das disponibilidades orçamentais do Estado.

A franca diminuição da verba disponível este ano para apoiar jovens inquilinos vai reflectir-se necessariamente numa redução do número de beneficiários. Em 2006, o IAJ apoiou 24,4 mil jovens, o que, apesar de superar em muito pouco o registado em 2004, representa o número mais elevado desde 2002. Estado pagou subsídio mensal médio de 215 eurosO beneficiário-tipo do IAJ tem 25 anos e pertence a um agregado familiar com um rendimento anual médio de 7810 euros. Em 2006, os 24 mil jovens receberam, em média, um subsídio de 215 euros, para uma renda média não ponderada de 323 euros. Ou seja, o Estado terá suportado em média dois terços da renda cobrada aos jovens pelos senhorios.

Quase um quarto dos jovens apoiados em 2006 estão concentrados no distrito do Porto, segundo dados disponibiliza- dos pelo INH ao DN. O distrito de Lisboa surge em segundo lugar, com 15% dos jovens beneficiários, seguido de Braga, com 14,3%. Aveiro aparece em terceiro lugar, com 14%.

Porta 65 substitui o Incentivo ao Arrendamento JovemPorta 65 - em alusão ao artigo da Constituição que consagra o direito à habitação - é o nome do instrumento de política social de habitação que vai substituir o actual IAJ e que o Governo se prepara para anunciar este mês ou no próximo. Através deste novo instrumento anunciado em Julho de 2006, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, pretende adoptar uma abordagem integrada das duas principais componentes da habitação social: por um lado, o apoio às pessoas com carências habitacionais e, por outro, o apoio à autonomia dos jovens que pretendam sair de casa dos pais.

O módulo dedicado aos jovens vai ser o primeiro a arrancar, presumivelmente ainda este mês. A solução encontrada pelo Governo passa por criar uma agência central responsável por contratualizar arrendamentos, funcionando assim como um intermediário entre os jovens à procura de casa e os senhorios interessados em arrendar as suas propriedades. O Executivo acredita que esta agência terá um papel muito importante na credibilização dos contratos, reduzindo os riscos de não pagamento de renda.

Por outro lado, garante ainda aos senhorios uma rentabilidade fixa, independentemente da ocupação dos espaços. Em contrapartida, espera João Ferrão, os proprietários aceitarão baixar o valor das rendas. Além disso, o Estado continuará a atribuir subsídios aos jovens mais desfavorecidos, tal como garantiu ao DN o presidente do INH, Teixeira Monteiro, mas estes terão de obedecer a uma lógica de concurso, dependendo das dotações orçamentais disponíveis.


Por fim, fica aqui também o link para a plataforma organizadora da marcha de hoje:

http://plataformaartigo65.org/


13 de fevereiro de 2007

Referendo à Despenalização da IVG no ISCTE


“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” foi a pergunta que o Grupo d’Acção Estudantil colocou à população do ISCTE no dia 8 de fevereiro com o objectivo de apelar ao voto no referendo de dia 11, de conhecer a orientação de voto da população da nossa faculdade e de consciencializar tod@s para a questão da despenalização da IVG, uma questão que nos diz directamente respeito. Estes são os resultados da nossa sondagem, com base nos 141 votos obtidos:



É de notar a clara orientação pelo “Sim” entre a amostra (pouco representatitva) da população do ISCTE (82,2%), apesar da pouca afluência à urna de voto. Por outro lado, esta iniciativa do GAE permite-nos tirar outras conclusões. Primeiro, e antes de mais, é de salientar que este referendo é uma iniciatica exclusiva do GAE: foi realizado contra a vontade da presidência do ISCTE e não está, de forma alguma, ligada à AEISCTE. Pedimos autorização para utilizar o átrio da recepção do edífício velho e para que nos fosse cedido algum apoio material (disponibilização de uma urna, de mesas, de uma zona de voto, impressão dos boletins de voto na faculdade, etc.). Num rasgo anti-democrático a presidência recusou qualquer tipo de apoio ao GAE, alegando que, como instituição pública, o ISCTE não pode estar associado a qualquer tipo de iniciativa com implicações politicas. Aparentemente, a presidência considera que esta questão é única e exclusivamente uma “questão de consciência” contrariando o seu próprio intuito de promover a formação de cidadãos participativos e conscientes. A presidência não terá, portanto, compreendido o nosso grande objectivo: combater a abstenção entre a população do ISCTE no referendo do próximo dia 11 de fevereiro (sobretudo entre os alunos) que assume proporções preocupantes como se pôde, aliás, verificar pela fraca afluência.
Por outro lado, a fraca afluência de votantes deve-se também, como algumas pessoas nos disseram, à fraca divulgação do referendo. Infelizmente a nossa iniciativa não desagradou unicamente à presidência: os cartazes que os membros do GAE colocaram por toda a faculdade para divulgar o referendo desapareceram no mesmo dia em que foram postos. Pedimos desde já desculpa à população do ISCTE, mas desta forma é-nos difícil fazer chegar até vós toda a informação a que têm direito e de que deveriam dispôr num espaço que é vosso e que deveria ser, por princípio, um espaço de livre expressão para todos os que nele participam. Achamos que a mobilização da AEISCTE para os assuntos que realmente interessam aos alunos do ISCTE é muito fraca, para não dizer (quase) inexistente. O facto de o referendo no ISCTE se ter realizado no dia seguinte ao do debate promovido pela associação de estudantes não é uma tentativa de desprotagonizar a sua iniciativa. Limitamo-nos a seguir a nossa linha de acção (iniciada hà muitos meses atrás, aquando do primeiro debate sobre a IVG no ISCTE, por nós organizado).
Apesar de indesejada por muitos, a nossa presença na recepção do edifício velho no dia 8 de fevereiro como forma de apelo ao voto no referendo nacional de dia 11 de Fevereiro foi apreciada por muitos. Professores nossos conhecidos ou desconhecidos, alunos interessados ou desinteressados, votantes pelo “Sim” ou pelo “Não”, foram muitas as pessoas interessadas em votar, conversar e discutir connosco algumas questões relativas ao referendo e ao que se passa na nossa faculdade.
É este tipo de situação que nos faz ter sede de lutar pelos nossos - e sobretudo pelos vossos - direitos a uma frequência justa e livre no ISCTE. Como Grupo livre e democrático gostariamos também de expressar o nosso agrado com os próprios resultados do referendo. Apesar de não tão participado como nós gostariamos, este referendo foi uma grande ocasião para que mais pessoas conhecessem o Grupo d’Acção Estudantil do ISCTE e os seus objectivos.

As iniciativas do GAE não se ficam por aqui!
Vão passando pelo blog, e fiquem atentos ao que se vai fazendo no ISCTE.
Qualquer pessoa se poderá juntar a nós para ajudar directamente o Grupo nas suas iniciativas, entrem em contacto connosco!

8 de fevereiro de 2007

AE DO ISCTE E OS SEUS ESTATUTOS

No dia 6 de Dez. de 2006 aconteceu no ISCTE um feito único e que infelizmente ficou para a história das Associações de Estudantes em Portugal. São diversas as possíveis tentativas de definição do processo; uma performance teatral, uma clubização formal da AE, a privatização da empresa AE, etc. Realizou-se nesse dia uma Reunião Geral de Alunos, marcada pela AE para reformular os estatutos da mesma. Ficaram aprovados nessa RGA entre outras coisas, 3 que são importantes destacar:
1 - Para eleger e ser eleito para a AE tornou-se obrigatório ser sóci@ com a quota paga.
2 – A RGA deixa de ter poder deliberativo e passa a tê-lo a RGS (Reunião Geral de Sóci@s). Para poder participar nas RGS's é obrigatório ser sóci@ da AE com quota paga.
3 – A associação reserva-se ao direito de admissão, ou seja, só pode ser sóci@ quem a AE entende que deixa ser sóci@.
Para se perceber o contexto em que isto aconteceu é necessário ter em conta duas coisas.1 - Não existiu divulgação nem debate prévio com os alun@s, sobre os estatutos em vigor e a proposta de alteração. 2 - A divulgação da dita RGA foi quase invisível e a maioria dos alun@s não sabia da sua existência. Estas duas condições retiram qualquer pretensão democrática, do processo de alteração aos estatutos da AE. Prova disso foi a composição da RGA em que os estatutos foram alterados, estavam presentes cerca de 40 pessoas, sendo que cerca de 30 eram da direcção da AE. No Iscte existem cerca de 6000 alunos, numa RGA com 30 pessoas da AE e 10 alunos, não será de certeza o espaço legítimo, para aprovar este tipo de alteração radical aos estatutos.
A mobilização para esta RGA consistiu em poucos cartazes, a preto e branco, pequenos (tamanho A4), colocados em poucos locais e em locais pouco visíveis. Contrasta este tipo de divulgação, com a divulgação das festas organizadas pela AE, que contam com uma grandes cartazes coloridos, feitos em empresas de artes gráficas e em grande escala. A AE demonstra quais são as suas prioridades, as festas pagam-se e dão lucro, as RGA's dão a chatice do formalismo democrático. As RGA's levantam aquilo que revelou ser um enorme problema para a AE, as opiniões diferentes.
Além do escabroso processo de RGA, a AE num exercício de hipocrisia medrosa, levou um advogado pago por si à RGA. O advogado fez o que a AE não teve coragem de fazer. O papel do advogado consistiu em apresentar os novos estatutos e argumentar sobre a sua inevitabilidade, considerando que os estatutos em vigor eram ilegais. Durante o debate em RGA, nenhum membro da AE, soube explicar ou fundamentar as alterações aos estatutos. Duvidamos da legalidade da presença do advogado. O advogado é um elemento exterior aos alunos e à universidade. Fazia sentido anunciar na convocatória a presença do advogado. Como elemento externo à Reunião Geral de Alunos, a presença do advogado só faria sentido se fosse votada pelos alunos, coisa que não aconteceu.
Uns dias depois da RGA, o colectivo de que faço parte o Gae-Iscte, fez uma colagem no perímetro da universidade. Colámos cartazes a chamar a atenção para as questões graves dos novos estatutos. No final da colagem verificamos que quase todos os cartazes tinham sido arrancados. Voltamos a colar mais cartazes e quando estávamos a ir embora, surpreendemos dois elementos da AE a arrancar os cartazes. Tivemos uma discussão acesa sobre liberdade de expressão. Durante essa conversa admitiram ter arrancado também, cartazes de uma campanha que fizemos anteriormente, contra o desinvestimento do estado no ensino superior. A acção da A.E. do Iscte, revelou-se na mais grave atitude antidemocrática. A AE do Iscte, não aceita a critica pública ao seu trabalho. A AE do Iscte, não aceita a critica pública no espaço do Iscte, ao actual governo. A AE do Iscte, faz o que for preciso para "apagar" a opinião que é diferente da sua. Os actos de censura preconizados pela AE do Iscte, só podem merecer o nosso total repúdio público. As pessoas que compõem o colectivo Gae-Iscte comprometem-se a não se calar, a não se deixar intimidar, a dizer o que for preciso, porque isso incomoda o oportunismo, o laxismo, a inoperância, a intolerância, todas essas coisas em que queremos ser diferentes.
Na defesa dos direitos dos alun@s perante a elitização, injustiças e dificuldades trazidas por bolonha, a AE fez ZERO. O valor das propinas no ISCTE é o máximo e a AE fez ZERO. Porque em alguns casos, mantém-se a impunidade no reinado do professor, deixando @s alunos às arbitrariedades dos sistemas de dominação (a AE faz ZERO). Infelizmente existem muitos casos de total desprezo pelos direitos d@s trabalhador@s estudantes, a AE faz ZERO. Em relação aos/as alun@s a AE limita-se a prestar serviços que na sua maioria são pagos. Para além de funcionar numa perspectiva empresarial cujo objectivo principal é o lucro, ainda faz de cão de fila da liberdade de expressão. A nossa AE demonstra que não defende os interesses d@s alun@s, mas faz o que for preciso para se defender da crítica. A nossa AE já não é associação, é empresa. A nossa AE já não é dos estudantes, é d@s http://uk.f256.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=sóci@s.

Pedro Pombeiro